Repórter
Publicado em 11 de março de 2026 às 18h29.
A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira, 11, a prisão de um investigado que permanecia foragido após a Operação Sem Desconto, investigação que apura fraudes bilionárias relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O detido é Alexandre Moreira da Silva, apontado como integrante do núcleo financeiro da organização criminosa liderada por Antônio Camilo Antunes, apelidado como "Careca do INSS".A captura ocorreu em São Paulo. Segundo a Polícia Federal, Alexandre era um dos últimos investigados que ainda não haviam sido localizados no âmbito da operação.
Em comunicado, a corporação informou que "O investigado foi encaminhado à unidade da PF para os procedimentos de praxe e permanecerá à disposição da Justiça".
A investigação identifica Alexandre Moreira da Silva como participante das atividades financeiras do grupo suspeito de operar fraudes ligadas a descontos indevidos em benefícios do INSS.De acordo com decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o investigado atuava como "parceiro de negócios" de Antônio Camilo Antunes. O documento afirma que ele era "reiteradamente acionado para coordenar, executar e intermediar operações destinadas à dissimulação da propriedade e da origem de bens pertencentes ao líder do grupo".
Segundo as apurações, os acordos permitiam a realização de descontos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
A investigação levou ao afastamento de integrantes da cúpula do INSS em abril do ano passado, após indícios de irregularidades na gestão desses convênios.
A Polícia Federal aponta que Antônio Camilo Antunes mantinha participação societária em diversas empresas utilizadas nas operações investigadas.
Segundo os investigadores, ele era “sócio de uma miríade de empresas” que recebiam recursos provenientes de associações e entidades ligadas aos acordos firmados com o INSS.
As investigações indicam que Antunes movimentou aproximadamente R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e empresas associadas às organizações investigadas na operação.As apurações identificaram 22 empresas registradas em nome de Antunes. As companhias atuavam em áreas como consultoria, call center, incorporação imobiliária, comércio varejista e atacadista e locação de veículos.
De acordo com a Polícia Federal, parte dessas empresas participava das relações comerciais com entidades que recebiam recursos provenientes dos descontos aplicados nas aposentadorias.
*Com informações da agência O Globo.