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PF adia depoimento de Jaques Wagner sobre caso Master; saiba o que acontece

Defesa do senador alegou não ter tido acesso ao inquérito e que senador só fala após conhecer a investigação

Senador Jaques Wagner (PT-BA) durante discurso no plenário do Senado. (Carlos Moura/Agência Senado/Flickr)

Senador Jaques Wagner (PT-BA) durante discurso no plenário do Senado. (Carlos Moura/Agência Senado/Flickr)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 13h40.

O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal (PF), inicialmente previsto para esta sexta-feira, foi adiado a pedido da defesa do parlamentar, que alegou não ter tido acesso a dados do inquérito. A PF investiga a relação de Jaques com o empresário Autusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master.

Não há nova data para que a oitiva seja realizada. No início da semana, o depoimento de Lima também havia sido adiado.

O advogado de Jaques, Pablo Domingues, afirmou, em nota, que pediu o adiamento por "ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês".

"O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor. A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise", disse Domingues.

A PF apura se o parlamentar recebeu vantagens indevidas do banqueiro Augusto Lima. A investigação envolve o recebimento de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,4 milhões e de repasses que somam R$ 3,5 milhões, feitos por meio de empresas ligadas a familiares de Jaques Wagner, além de ingressos para um show da cantora Taylor Swift, no total de R$ 63 mil, pagos por Lima.

O senador, que foi alvo de uma operação da PF em junho, deixou a liderança do governo no Senado em decorrência do desgaste. Jaques deixou a liderança, mas manteve sua candidatura à reeleição no Senado. Na semana passada, Lula foi à convenção do PT em Salvador e pediu votos ao senador e outros petistas, como o governador Jerônimo Rodrigues, que disputa e reeleição, e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que também concorre ao Senado.

 

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