Pessoa condenado; São João na Câmara…

Recomeço I

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Recomeço, que investiga desvios de 90 milhões de reais dos fundos de pensão Petros, da Petrobras, e Postalis, dos Correios. Segundo os investigadores, a apuração se concentra em investimentos dos fundos no grupo Galileo Educacional, dono das universidades Gama Filho e UniverCidade, ambas no Rio, que faliu no ano passado. Segundo a PF, os fundos teriam adquirido cerca de  100 milhões de reais em debêntures emitidas pela Galileo para a recuperação da Gama Filho, mas os recursos não foram aplicados na universidade. Sete pessoas foram presas.

Recomeço II

Reportagem da revista Isto É de junho do ano passado mostrou que, segundo um delator, parte desse dinheiro pode ter ido para o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Lindbergh Farias, do PT, e o deputado federal, do PT, Luiz Sérgio.

Municípios também querem

O presidente interino, Michel Temer, afirmou nesta sexta-feira que analisará a situação da dívida de municípios com a União. Apesar disso, não prometeu que eles terão um acordo nos mesmo parâmetros do realizado com estados.

O terceiro tesoureiro do PT

Com mandado de prisão expedido nesta quinta-feira na operação Custo Brasil, da Polícia Federal, o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, se entregou nesta sexta-feira à Justiça Federal em São Paulo. Ferreira é considerado uma peça-chave para entender a continuidade do esquema de corrupção promovido pelo partido. Ele assumiu as contas da sigla após Delúbio Soares, preso no mensalão, e antes de João Vaccari Neto, preso na Lava-Jato.

Feriadão de São João

Na Câmara, o clima é de férias. O presidente interino da Casa, Waldir Maranhão, decidiu que os trabalhos só voltarão a acontecer no dia 4 de julho por causa das festas de São João e São Pedro. A Câmara, portanto, não terá votações por 12 dias – contando a sessão da quarta-feira 22. Como tudo ficará parado, não avançará também o processo de cassação de Eduardo Cunha, que deveria ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima sexta-feira 1.

Moro não

A denúncia que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tramar o silêncio para evitar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, será julgada na Justiça Federal do Distrito Federal. A decisão foi do ministro Teori Zavascki, do Supremo. Ele argumentou que a tentativa do crime teria sido cometida na capital federal. Um dos principais indícios, a conversa do ex-senador Delcídio do Amaral com o filho de Cerveró para acertar ajuda financeira e uma possível fuga ao ex-diretor, se deu em um hotel em Brasília. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria que o caso fosse para a Vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba.

 

Pessoa condenado

O empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, foi condenado a oito anos de prisão por corrupção e participação em organização criminosa  pelo juiz Sergio Moro. Um dos primeiros delatores do esquema de corrupção na Petrobras, o empresário não deve cumprir a sentença na cadeia. Em seu acordo com a Justiça, ficou estabelecido que ficará em regime aberto com tornozeleira eletrônica até novembro de 2017.

Pode usar, mas…

A Justiça autorizou a presidente impedida Dilma Rousseff a utilizar os aviões da FAB em voos que não sejam para Porto Alegre e Brasília. No entanto, a liminar prevê que Dilma precisará ressarcir os custos das viagens. Quem pagará a conta será seu partido, o PT. No começo do mês, a Casa Civil havia restringido o uso das aeronaves para trechos entre a residência oficial (Palácio da Alvorada) e sua residência em Porto Alegre. Dilma pretende usar os aviões para viajar e contestar o governo interino de Temer.

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