Substituição: Joaquim Barbosa concorrerá no lugar de Aldo Rebelo (Fellipe Sampaio/STF/Agência Brasil)
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Publicado em 16 de maio de 2026 às 15h03.
Última atualização em 16 de maio de 2026 às 20h53.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, se filiou ao partido Democracia Cristã (DC) e disputará a Presidência da República pela sigla. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo na tarde deste sabádo, 16, e confirmada pela legenda à noite.
"A Presidência Nacional do Democracia Cristã (DC) informa que está firmada a pré-candidatura do ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa à Presidência da República", escreveu em nota o presidente do partido, João Caldas. “O Brasil urge. O povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história."
Segundo a sigal, Barbosa representa a "possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições".
"Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira. “O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais", diz a nota.
Presidido pelo ex-deputado federal João Caldas, o partido estava investindo na pré-candidatura presidencial do ex-deputado federal Aldo Rebelo, que não cresceu nas pesquisas. Para o presidente da sigla, trata-se de uma troca necessária.
Barbosa foi ministro na corte entre 2003 e 2014, e se aposentou antecipadamente em 31 de julho daquele ano, abreviando sua permanência no tribunal em dez anos e dois meses. Caso permanecesse no cargo, poderia seguir no STF até 2029, quando completará 75 anos.Em 2018, Barbosa chegou a ser cotado como um dos nomes da disputa presidencial, mas acabou desistindo.
“Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, afirmou Caldas.
A corrida presidencial de 2026 avança com a consolidação de candidaturas conhecidas do eleitorado e forte polarização. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição e o único nome da esquerda que se mantém popular nas pesquisas.
No campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta como o principal nome ligado ao bolsonarismo. Também buscam espaço na disputa o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Nomes menores da direita, esquerda e centro fragmentam a disputa.
Segundo o levantamento do instituto Datafolha, divulgado neste sábado, 16, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideram tanto a corrida eleitoral quanto os índices de rejeição,
Entre os respondentes, 47% afirmam que não votariam no atual presidente de jeito nenhum. Pouco atrás, Flávio Bolsonaro tem 43% de rejeição.
Desde abril, essas taxas se mantiveram estáveis, com pouca variação negativa para ambos. Enquanto Lula aparecia com 48% de rejeição, Flávio tinha 46%.
Os dois presidenciáveis também lideram o índice de conhecimento entre os eleitores. Apenas 1% dos entrevistados diz não conhecer o petista, e 5% afirmam não conhecer o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem também divide índices similares são os pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O ex-governador de Minas Gerais tem 15% de rejeição e é desconhecido por 54% dos eleitores. Já o ex-governador de Goiás é rejeitado por 13% e desconhecido por 53%.