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Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 30 de julho de 2026 às 17h32.
O ex-ministro Aldo Rebelo aceitou, nesta quinta-feira, 30, o convite formulado pelo candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, e pelo presidente nacional do PSD e candidato do partido à Vice-Presidência da República, Gilberto Kassab, para assumir a coordenação política da campanha presidencial.
A definição ocorreu durante reunião com o coordenador político do PSD, Heráclito Fortes, realizada em São Paulo, e representa mais um passo na estruturação da campanha de Caiado.
Segundo a campanha, Aldo foi escolhido para reforçar o diálogo da campanha com "diferentes segmentos da sociedade e reunir quadros de reconhecida experiência na formulação de propostas para o país".
No último domingo, Aldo Rebelo participou da convenção nacional do PSD, que oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República, ocasião em que discursou em defesa de um projeto nacional voltado ao desenvolvimento, à soberania e ao fortalecimento da capacidade de planejamento do Estado brasileiro.
Aldo anunciou a pré-candidatura à presidência no início do ano. Ele deixou o MDB e se filiou ao Democracia Cristã (DC).
A sigla, porém, desistiu de lançar o ex-ministro como candidato. Aldo chegou a dizer que judicializaria a questão, mas abriu mão da disputa presidencial para integrar a campanha de Caiado.
Com trajetória política iniciada no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), onde atuou por décadas, Rebelo passou ainda por PSB, Solidariedade, PDT e MDB.
Nos últimos anos, aproximou-se do campo bolsonarista, apesar do histórico como aliado do PT nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ministro em quatro pastas dos governos Lula e Dilma Rousseff, Aldo Rebelo construiu uma das trajetórias mais singulares da política brasileira. Formado na esquerda durante a ditadura militar e dirigente histórico do PCdoB, tornou-se uma das principais vozes do nacionalismo no Congresso. Após deixar o partido em 2017, rompeu com parte da agenda da esquerda, aproximou-se de lideranças conservadoras e passou a defender que o país recuperasse um projeto político baseado na soberania nacional e na valorização das Forças Armadas.