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Com a guerra no Irã, BNDES anuncia empréstimos de R$ 13 bi à aviação para outubro

Programa disponibiliza R$ 13,5 bilhões com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil para capital de giro e compra de aeronaves após alta dos custos com combustíveis

Auxílio do BNDES: programa, prometido desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhou impulso após a disparada dos preços dos combustíveis provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã (Leandro Fonseca/Exame)

Auxílio do BNDES: programa, prometido desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhou impulso após a disparada dos preços dos combustíveis provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã (Leandro Fonseca/Exame)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 30 de julho de 2026 às 16h43.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira, 30, as condições da nova linha de crédito destinada às companhias aéreas, que disponibilizará R$ 13,5 bilhões em financiamentos. O programa, prometido desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhou impulso após a disparada dos preços dos combustíveis provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e será lançado às vésperas das eleições presidenciais de outubro.

Do total de recursos, R$ 8 bilhões serão destinados ao capital de giro das empresas, enquanto R$ 5,5 bilhões financiarão a aquisição de aeronaves e outros investimentos. Os valores já haviam sido previstos em medida provisória publicada em junho.

Os recursos serão provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), seguindo uma estratégia adotada pela atual diretoria do BNDES de utilizar fundos da União para ampliar a oferta de crédito a setores considerados estratégicos.

Alta do combustível acelerou programa

Embora a criação da linha de financiamento estivesse em discussão desde 2023, o aumento dos custos operacionais provocado pela guerra no Irã acelerou sua implementação. A escalada do conflito elevou os preços do querosene de aviação (QAV), pressionando as margens das companhias aéreas em diversos países.

Segundo a avaliação do governo, esse cenário tornou mais urgente a adoção de medidas de apoio ao setor, que ainda enfrenta dificuldades financeiras após os impactos da pandemia de Covid-19.

Nos últimos meses, o governo também lançou outros programas de crédito emergencial, como o Brasil Soberano, voltado para reduzir os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Setor aguardava socorro desde a pandemia

O segmento aéreo reivindica um programa de apoio financeiro desde a pandemia. Em 2020, o BNDES chegou a anunciar uma linha de R$ 3,6 bilhões, com previsão de R$ 1,2 bilhão para cada uma das três principais companhias aéreas do país.

No entanto, nenhuma operação foi efetivamente contratada. À época, as empresas consideraram as exigências do programa excessivamente rígidas, o que elevava o custo dos financiamentos. O modelo previa a emissão de títulos de dívida conversíveis em ações, coordenada pelo banco.

Desde o retorno do PT ao governo federal, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, passou a defender uma atuação mais ativa da instituição em apoio às companhias aéreas nacionais. Em diversas ocasiões, ele citou os programas bilionários adotados durante a pandemia por países como Estados Unidos, França, Alemanha, Holanda e Portugal para sustentar suas empresas do setor.

As primeiras medidas para estruturar a nova linha de crédito foram aprovadas no fim de 2024. Posteriormente, o Conselho Monetário Nacional definiu as regras gerais do programa, enquanto medidas provisórias garantiram os recursos do Fnac para viabilizar a iniciativa

Programa chega em ano eleitoral

O anúncio ocorre em um momento em que o governo amplia programas de financiamento com recursos públicos. Nos últimos meses, o BNDES também estruturou linhas de crédito para caminhoneiros e motoristas de aplicativos por meio do programa Move Brasil.

Essas iniciativas ganharam maior destaque às vésperas das eleições presidenciais de outubro, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputará a reeleição.

A estratégia de utilizar recursos de fundos federais para ampliar o crédito começou ainda em 2023 e foi intensificada ao longo dos últimos dois anos..

Com O Globo

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