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Pacheco diz que não quer vaga no STF e reforça saída da vida pública

Pacheco afirmou que a possibilidade de ir para o STF foi bem resolvida e classificou o tema como uma “página virada”

Eleições 2026: Pacheco afirma que não disputará governo mineiro (Lula Marques/Agência Brasil)

Eleições 2026: Pacheco afirma que não disputará governo mineiro (Lula Marques/Agência Brasil)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 29 de maio de 2026 às 13h08.

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) afirmou nesta sexta-feira, 29, que não tem interesse em assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e confirmou que pretende encerrar seu ciclo na política após 12 anos de vida pública.

“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive o Supremo Tribunal Federal”, disse o parlamentar durante conversa com jornalistas após evento do Lide - Grupo de Líderes Empresariais, criado pelo ex-governador de São Paulo, João Doria.

Pacheco afirmou que a possibilidade de ir para o STF foi bem resolvida e classificou o tema como uma “página virada”.

O senador também negou qualquer articulação contra a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para a Corte. “De minha parte, absolutamente não houve nenhuma iniciativa nesse sentido”, afirmou.

Ao comentar sua saída da política, o ex-presidente do Senado disse que a decisão já vinha sendo amadurecida há bastante tempo e afirmou que deixa a vida pública com “sentimento de dever cumprido”.

Governo de Minas Gerais

Rodrigo Pacheco era o nome cotado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. Durante a conversa, no entanto, Pacheco afirmou que não pretende concorrer.

“Eu acho importante que esse campo democrático, progressista, de pessoas que querem reconstruir Minas Gerais, possa escolher um nome que esteja à altura”, disse.

Pacheco evitou indicar preferência, mas afirmou que o campo político ligado ao centro e à centro-esquerda possui “nomes bons” para disputar o governo estadual.

O senador citou diretamente Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Jarbas Soares, ex-chefe do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). “São dois nomes que estão filiados ao PSB”, disse.

Pacheco também elogiou uma possível candidatura da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, ao Senado Federal e afirmou que ficaria “entusiasmado” em ver uma mulher representando Minas Gerais na Casa.

Apesar das citações, o senador afirmou que não pretende interferir no processo político mineiro e defendeu a renovação de lideranças.

“Se eu estou fechando o ciclo da política, é naturalmente para que outros nomes possam surgir e liderar esse processo”, disse.

Durante a entrevista, Pacheco também comentou a proposta de fim da escala 6x1, afirmou que o tema “já foi assimilado pelo Congresso e pela sociedade” e disse que o Senado dará prioridade à discussão da PEC.

Pacheco pede cautela sobre Flávio Bolsonaro e caso Master

Pacheco também comentou as conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na operação Compliance Zero, que investiga as fraudes no Banco Master, e defendeu cautela durante o período eleitoral.

Para o ex-presidente do Senado, é preciso evitar que questões judiciais e policiais sejam misturadas ao debate político. O parlamentar afirmou que fatos surgem “com viés eleitoral” e disse que todos os envolvidos devem ter direito à ampla defesa.

“É muito ruim o processo eleitoral ser contaminado por esse tipo de fato”, afirmou.

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