Repórter
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 10h41.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira, 25, o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, em uma casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.
A ação contou com policiais da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, além de apoio do serviço aeropolicial, após trabalho de inteligência.
Foragido da Justiça, Adilsinho tinha cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e um por organização criminosa — além de um mandado expedido pela Justiça Federal. Segundo as investigações, ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira e como integrante da cúpula do jogo do bicho no estado.
Após a captura, o contraventor foi levado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e será encaminhado ao sistema prisional fluminense.
De acordo com a polícia, Adilsinho é considerado o principal produtor e distribuidor de cigarros falsificados no Rio de Janeiro e expandiu o esquema para outros estados. Ele também é investigado por ligação com um grupo que operava um cassino on-line clandestino, que teria movimentado cerca de R$ 130 milhões em três anos.
As apurações indicam que, a partir de 2018, ele passou a reinvestir recursos do jogo do bicho na fabricação e comercialização de cigarros ilegais, vendidos abaixo do preço mínimo fixado por decreto. A Polícia Federal aponta ainda que ele mantinha escolta armada com policiais militares.
Nascido em maio de 1970, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho é filho de bicheiro e cresceu em meio à contravenção. Segundo investigadores, ele ascendeu dentro da nova geração do jogo do bicho e passou a disputar espaço com grupos tradicionais, em um cenário marcado por execuções e conflitos armados.
Ele também é apontado como mandante dos assassinatos do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho, em investigação da Delegacia de Homicídios da Capital.
Em maio de 2021, durante a pandemia de Covid-19, Adilsinho promoveu uma festa de aniversário com cerca de 500 convidados no Copacabana Palace. Dois anos depois, policiais civis foram até sua cobertura na Barra da Tijuca para cumprir mandado de prisão por homicídio, mas ele não foi localizado.
*Com informações do O Globo