O senador Flávio Bolsonaro será candidato à presidência em 2026 (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 11 de abril de 2026 às 16h58.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, defendeu a instauração de um ajuste fiscal ao comentar sobre o endividamento das famílias brasileiras. As declarações ocorreram neste sábado, 11, em entrevista a jornalistas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
"Isso aí é consequência, mais uma vez, do mau exemplo que vem de cima. Um governo que gasta muito mais do que arrecada e, para gastar mais, mete mais imposto no bolso do contribuinte. É uma bola de neve que não fecha", afirmou o parlamentar.
Na ocasião, Flávio também disse que a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) representa uma "insanidade" e que o atual patamar prejudica investimentos no Brasil.
"A gente tem de organizar as contas e, com isso, os juros começam a cair, o crédito começa a ficar mais barato, as pessoas deixam de investir o dinheiro que têm guardado em especulação e passam a investir em novos empreendimentos, em ampliar as suas empresas, em gerar mais empregos, que vão pagar melhor, e assim as pessoas vão poder pagar as suas dívidas", disse.
O futuro do Brasil começa a ser construído agora. E cada uma e cada um de vocês faz parte dessa mudança!
Com @deputadozucco @DepSanderson @marcelvanhattem pic.twitter.com/Vrh5OKnQpP
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 11, 2026
Segundo ele, não há "fórmula mágica". "Tem que ter ajuste fiscal e de fato dar o exemplo. O exemplo tem que começar a vir de cima, tudo o que não acontece no atual governo", afirmou.
Flávio está na capital gaúcha por ocasião do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Zucco (PL-RS) ao governo estadual.
Além de apoiar Zucco, o filho de Jair Bolsonaro também endossa as pré-candidaturas dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Sanderson (PL-RS) para o Senado.
O senador também afirmou que, se vencer a eleição deste ano, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai "subir a rampa" do Palácio do Planalto com "todas as pessoas perseguidas" em janeiro do ano que vem.
"Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom", afirmou Flávio.
Segundo ele, uma parte do Congresso tem medo de votar o projeto. "Claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional", disse.
Na sequência, Flávio disse acreditar que, após as eleições de outubro, o Congresso vai aprovar a anistia aos condenados pelos atos golpistas. "É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem", afirmou.