Brasil

O risco Rodrigo Maia

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve oficializar nesta terça-feira o que até os implantes de Eike Batista já dão como certo: é candidato a um novo mandato como presidente da Câmara. Ele continua a ser o favorito para o pleito, mas sua vitória, dada como certa até o final de semana, está ficando menos incerta a […]

RODRIGO MAIA: o presidente da Câmara disse não saber quando a reforma será votada / REUTERS/ Adriano Machado

RODRIGO MAIA: o presidente da Câmara disse não saber quando a reforma será votada / REUTERS/ Adriano Machado

DR

Da Redação

Publicado em 31 de janeiro de 2017 às 05h03.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h01.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve oficializar nesta terça-feira o que até os implantes de Eike Batista já dão como certo: é candidato a um novo mandato como presidente da Câmara. Ele continua a ser o favorito para o pleito, mas sua vitória, dada como certa até o final de semana, está ficando menos incerta a cada dia.

Ainda hoje o PT, dono da segunda maior bancada da casa, deve definir que rumo tomar. O partido estava praticamente na canoa de Maia, mas repensou a estratégia depois de uma forte reação interna – um grupo crescente de militantes não quer apoiar o candidato oficial do governo que sucedeu Dilma Rousseff. Outro partido de esquerda, o PSOL, também pode lançar candidato hoje.

Ontem, os principais adversários de Maia se uniram com o intuito de levar a disputa para o segundo turno. São eles: Jovair Arantes (PTB-GO), André Figueiredo (PDT-CE), Rogério Rosso (PSD-DF) e Júlio Delgado (PSB-MG). Uma nova ação foi movida pelo grupo no Supremo Tribunal Federal questionando a validade da candidatura de Maia – já são três correndo na Corte. Mas, atarefado com a Lava-Jato, o Supremo tende a lavar as mãos. A presidente da corte, Cármen Lúcia, não pautou o assunto para a primeira sessão do ano, marcada para quarta. A eleição na Câmara ocorre na quinta.

Esse ambiente conturbado não estava nos planos do governo. A ideia é que Rodrigo Maia fosse eleito com tranquilidade, no primeiro turno, para sinalizar que o Planalto mantém intacta sua capacidade de articulação com o Congresso, que será fundamental para aprovar pautas como a Reforma da Previdência. Com a Lava-Jato avançando, o governo precisa das reformas para sinalizar que, apesar da crise política, o país segue no prumo. A vitória de Maia é fundamental para o Planalto. Serão dias movimentados à frente.

Acompanhe tudo sobre:Exame HojeÀs Sete

Mais de Brasil

PF mira Banco Digimais em operação com bloqueio de R$ 670 milhões

Governo Lula vai enviar à Câmara projeto que aumenta teto de receita para MEIs

Flávio Bolsonaro se inscreve para discursar em audiência dos EUA sobre 'tarifaço'

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal para sintomas da menopausa