O fenômeno Doria

O candidato à prefeitura de São Paulo, João Doria (PSDB), passará esta quinta-feira em eventos na rua. Visitará uma rua de comércios no Tatuapé e um hospital na Mooca, na Zona Leste de São Paulo. Mais um dia normal para um empresário com 180 milhões de reais na conta que trata, nas últimas semanas, de se vender como um trabalhador que chegou lá. Sua ascensão é um dos grandes fenômenos das eleições municipais.

A candidatura ganhou fôlego ontem depois de dados do Paraná Pesquisas o colocarem em segundo lugar, com 21 pontos, atrás apenas de Celso Russomano (PRB), que caiu de 32 para 28, e à frente de Marta Suplicy (PMDB), com 19. Segundo o jornal O Globo, até integrantes da campanha de Marta admitem que o tucano está praticamente no segundo turno.

Seja como for, Doria deixou de ser uma escolha excêntrica, e polêmica, dos tucanos, para ter chances reais de virar prefeito da maior cidade do país. Sua campanha conseguiu transformá-lo numa pessoa normal – que estudou em escola pública, passou dificuldades e acorda cedo todos os dias (embora não consiga comer um pastel de feira sem fazer careta). Ele ainda conseguiu reforçar a imagem de outsider num momento de reprovação recorde dos políticos. Com isso, cresceu principalmente entre a classe média. “Ganha o candidato que conversar com o miolo do eleitorado. O Doria tem conseguido”, diz Paulo Vicente Alves, professor da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte.

Tão importante quanto tudo isso é a inépcia de seus adversários. Russomanno é sempre criticado por sua ligação à igreja universal, e tem pouco tempo de televisão. O atual prefeito, Fernando Haddad, e Marta Suplicy, não conseguem se desvincular da crise do PT. Contra Doria, continua pesando a inexperiência para lidar com a máquina pública, a crença exagerada nas soluções privadas para problemas públicos. Mas isso é uma preocupação apenas se ele chegar lá.

 

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