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Dilma tem condições para barrar impeachment, diz consultoria

Estudo da consultoria Pulso Público mostra que a presidente Dilma não precisará nem de “infiéis” no PMDB para impedir avanço do impeachment.


	Para barrar o processo, DIlma precisa obter somente 89 votos (o equivalente a 61%) das bancadas do PP, PR, PSD e PRB
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Para barrar o processo, DIlma precisa obter somente 89 votos (o equivalente a 61%) das bancadas do PP, PR, PSD e PRB (Ueslei Marcelino/Reuters)

Valéria Bretas

Valéria Bretas

Publicado em 7 de abril de 2016 às 08h24.

São Paulo – Para conter a aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados, o governo precisa de apenas 172 votos. Mas, de acordo com análise da consultoria Pulso Público, a presidente Dilma Rousseff não precisará recorrer nem mesmo a todos os votos possíveis dos principais partidos da sua base aliada.

Segundo a consultoria, ela precisaria obter somente 89 votos (o equivalente a 61%) das bancadas do PP, PR, PSD e PRB. Juntas, as siglas possuem 144 representantes na Câmara.

“Partindo do pressuposto de que o governo também conta com os votos do PT, PCdoB, PSL, PROS e PSOL, a presidente parte de 83 votos contrários à continuidade do processo de seu impedimento”.

Em outros termos, na visão da consultoria, mesmo que não consiga nenhum voto do PMDB ou dos chamados partidos nanicos, Dilma já teria um número suficiente de apoio para barrar o impeachment.

Mesmo assim, afirma o relatório, “é razoável considerar que um grupo expressivo de parlamentares de partidos de oposição, especialmente do PMDB, votará a favor do governo”.

Soma-se a também, o fato de que cada falta e abstenção somam pontos a favor da petista.

Com isso em mente, a conclusão da consultoria é que Dilma deve sobreviver ao impeachment. “Hoje, as maiores chances são de que o governo conseguirá impedir o avanço do processo na Câmara dos Deputados”, afirma o texto.

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