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Na reta final, PT foca no Sudeste com Haddad no Rio

A estratégia da campanha petista é deixar os ataques contra Jair Bolsonaro para o segundo turno

A seis dias do primeiro turno, a estratégia da campanha petista é deixar os ataques contra seu provável rival no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL), para depois e investir energia na região Sudeste, onde o presidenciável Fernando Haddad (PT) espera ainda conseguir captar votos que seriam do ex-presidente Lula, além de resgatar votos perdidos para o capitão reformado.

Nesta segunda-feira, o petista fará um ato junto com artistas na Cinelândia, na capital fluminense. No restante da semana, a ideia é marcar presença ainda nos maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Minas Gerais –- este último, considerado estado chave para qualquer eleição, já que nenhum candidato chegou ao Planalto, na democracia recente, sem vencer entre os mineiros.

“O Rio de Janeiro tem um eleitor de esquerda e eleitores do PT em particular que podem ter sido perdidos para o Bolsonaro em função da questão da segurança pública”, afirma Thiago Vidal, analista político da consultoria Prospectiva.

Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu no estado com 54,94% dos votos válidos. Quatro anos depois, Bolsonaro lidera isolado a disputa com 35% das intenções de voto, segundo o Ibope. Haddad tem 14% e está tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), que tem 11%. Na última pesquisa com o nome de Lula entre os candidatos, em agosto, o ex-presidente tinha 29% das intenções de voto, ante 22% de Bolsonaro.

O estado, que elegeu o capitão reformado por sete vezes consecutivas para a Câmara, também é importante para o PT nas eleições legislativas. De acordo com a última pesquisa, o partido pode perder sua vaga no Senado pelo estado. César Maia (DEM) e Flávio Bolsonaro (PSL) lideram com 27% e 22%, respectivamente. O quadro petista, senador Lindbergh Faria, está numericamente em terceiro, com 19%.

Preocupada em tirar terreno dos Bolsonaro, pai e filho, a ala fluminense do PT expressou, na semana passada, desagrado com a tônica “paz e amor” da campanha de Haddad. Eles cobram ataques diretos por parte do presidenciável contra Bolsonaro e sustentam que uma parcela do eleitorado de baixa renda, tradicionalmente petista, migrou para o candidato do PSL.

A preocupação também está no radar do ex-presidente Lula, que, segundo a Folha de S.Paulo, pediu na última visita de Haddad que a campanha petista reforçasse atos nas periferias das grandes cidades para conter o avanço do candidato do PSL.

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