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MTST ocupa prédio da B3 nesta quinta-feira; manifestação foi pacífica

Manifestantes criticam alta no preço dos alimentos e deterioração da economia, além de medidas do governo federal. O protesto ocorreu no começo da tarde e se manteve pacífico

Manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam parte do prédio da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, na tarde desta quinta-feira, 23.

A ação acontece em protesto contra o encarecimento do preço dos alimentos e agravamento da fome no Brasil.

Em nota por meio de sua assessoria de imprensa, a B3 afirmou que a manifestação acabou por volta das 16h e não afetou as operações do pregão desta quinta-feira.

Mais cedo, a B3 também havia informado que o ato se manteve pacífico. "O protesto que ocorre neste momento nas dependências da B3, no centro de São Paulo, não afeta as operações de mercado e se mantém uma manifestação pacífica", disse a operadora da bolsa em nota.

A inflação no Brasil tem subido apesar do desemprego ainda alto. O IPCA atingiu o acumulado de 9,68% nos 12 meses até agosto, segundo o IBGE.

O IPCA acumulado de alimentos e bebidas é ainda superior ao índice geral, com alta de quase 14% em 12 meses. Já a subcategoria de alimentação no domicílio subiu quase 17%. Em São Paulo, o preço da cesta básica para quatro pessoas já quase empata com o salário mínimo.

Com a alta nos preços de itens básicos e desemprego acima dos 14%, a estimativa é que o Brasil tenha voltado ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, do qual tinha saído na última década.

No protesto de hoje, os manifestantes do MTST criticam também, segundo nota divulgada, "os lucros recordes dos bancos, o aumento de grandes fortunas e o surgimento de 42 novos bilionários no mesmo país onde a insegurança alimentar atinge mais de 116 milhões de pessoas".

O comunicado traz ainda críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente Jair Bolsonaro.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia acima de 1% ao longo da tarde, seguindo as bolsas no exterior.

Apesar da pandemia do novo coronavírus e da crise econômica no Brasil, o índice atingiu sua pontuação máxima em 7 de junho deste ano, chegando aos 130.766 pontos. Nos últimos 12 meses, o Ibovespa teve alta de 15,41%, embora em 2021 tenha caído 5,66% no acumulado.

Ainda no setor financeiro, as ações específicas da B3 (B3SA3) seguem em recuo de mais de 3% nesta tarde em meio à ocupação do prédio.

(Colaborou Beatriz Quesada)

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