• AALR3 R$ 19,75 0.00
  • AAPL34 R$ 74,65 1.01
  • ABCB4 R$ 16,47 -0.42
  • ABEV3 R$ 14,75 1.44
  • AERI3 R$ 4,44 18.40
  • AESB3 R$ 10,73 0.85
  • AGRO3 R$ 31,86 -0.62
  • ALPA4 R$ 21,68 -0.55
  • ALSO3 R$ 19,94 1.27
  • ALUP11 R$ 26,32 0.27
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  • AMBP3 R$ 29,41 -1.14
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  • AMZO34 R$ 73,23 1.29
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  • ARZZ3 R$ 82,92 0.52
  • ASAI3 R$ 15,36 -0.78
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Do etanol à abobrinha: veja os produtos que mais subiram de preço

O IPCA, principal índice de inflação no Brasil, acumula alta de 9,68% em 12 meses. Veja os produtos que mais subiram neste ano — o campeão de alta é o pepino, que subiu 78%
Posto de combustível: etanol é o quarto produto que mais subiu em 2021, e gasolina é o sexto (Getty Images/Rodrigo Capote)
Posto de combustível: etanol é o quarto produto que mais subiu em 2021, e gasolina é o sexto (Getty Images/Rodrigo Capote)
Por Carolina RiveiraPublicado em 09/09/2021 10:36 | Última atualização em 09/09/2021 11:14Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A inflação caminha para fechar o ano em seu pior patamar no Brasil desde 2015. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em alta de 0,87% em agosto, e acumula crescimento de 9,68% nos últimos 12 meses. 

Nos números divulgados nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo que mais teve alta de preços foi o dos transportes, puxado pelo aumento de preço dos combustíveis.

No ano, no entanto, grupos como a energia elétrica e a alimentação também enfrentam alta.

Individualmente, o preço desses produtos subiu muito mais do que a inflação geral acumulada no mesmo período, de janeiro até agosto, que foi de 5,67%. 

O campeão é o pepino, que subiu 78% entre janeiro e agosto. Se contabilizado só o mês de agosto, todos os itens que mais subiram individualmente também são do grupo de alimentos e de combustíveis.

Outros produtos subiram menos, mas também variaram a ponto de pesar no bolso do consumidor.

Na frente de tecnologia e entretenimento, os serviços de streaming, por exemplo, acumulam alta de 11,52% no ano, os televisores, de 13,21%, e os consoles de videogame, de quase 14%, todos entre as 60 maiores altas do ano. O automóvel usado acumula alta de 8,92%.

Preços

Supermercado: grupo de tubérculos, raízes e legumes teve a maior alta de agosto (Paulo Whitaker/Reuters)

Já a energia elétrica subiu 10,61% em 2021 e 21% nos últimos 12 meses até agosto, incluindo o fim do ano passado. O preço deve seguir a trajetória de alta em setembro, com a seca e novas tarifas de emergência da Agência Nacional de Energia Elétrica passando a valer.

Abaixo, veja os itens que mais subiram no Brasil no acumulado de 2021, segundo a métrica nacional do IPCA, e os que mais subiram em agosto.

Maiores altas no acumulado de 2021, de janeiro a agosto:

  • Pepino 78,51%
  • Abobrinha 72,90%
  • Pimentão 58,18%
  • Etanol 40,75%
  • Revista 34,72%
  • Gasolina 31,09%
  • Gás veicular 30,12%
  • Óleo diesel 28,02%
  • Açúcar refinado 27,11%
  • Fubá de milho 25,05%
  • Mandioca (aipim) 24,93%
  • Repolho 23,82%
  • Gás de botijão 23,79%

Maiores altas nos subgrupos do IPCA no mês de agosto: 

  • Tubérculos, raízes e legumes 8,01%
  • Hortaliças e verduras 5,17%
  • Frutas 3,90%
  • Aves e ovos 3,66%
  • Combustíveis (veículos) 2,96%
  • Combustíveis (domésticos) 2,42%

Variação nos grupos gerais do IPCA no mês de agosto:

  • Índice Geral 0,87%
  • Transportes 1,46%
  • Alimentação e Bebidas 1,39%
  • Vestuário 1,02%
  • Artigos de Residência 0,99%
  • Habitação 0,68%
  • Despesas Pessoais 0,64%
  • Educação 0,28%
  • Comunicação 0,23%
  • Saúde e Cuidados Pessoais -0,04%

O que leva à alta dos preços?

No geral, fatores como o dólar alto, alta nas exportações, preço do petróleo no exterior e a crise hídrica que afeta o preço da energia elétrica estão entre as principais frentes que têm elevado a inflação no Brasil desde o ano passado.

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, disse em nota nesta quinta-feira o analista de pesquisa do IBGE, André Filipe Guedes Almeida.

Arte/via Flourish (Exame/Exame)

Alguma inflação é esperada em todo o mundo devido à retomada econômica, que impulsiona a demanda. Mas o Brasil vive um cenário complexo, com inflação galopante apesar do desemprego ainda muito alto, acima de 14%.

A crise hídrica que o Brasil vive neste inverno tem feito decolar os preços da energia elétrica, uma das principais altas no ano, tanto o custo para os consumidores quanto para toda a cadeia produtiva.

Com a alta da inflação, novos aumentos na taxa de juros são dados como certos. A taxa Selic está em 5,25% no momento, mas a projeção é que feche o ano beirando os 8%.

Por outro lado, economistas alertam que a alta de juros, uma das principais ferramentas usadas para conter a inflação, não deve resolver totalmente o problema, uma vez que o problema desta vez vem dos gargalos de oferta — como a falta de energia elétrica, exportações de alimentos em altas e desafios na cadeia produtiva globalmente.

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