Mourão fala em estender Operação Verde Brasil 2 na Amazônia até julho

Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão afirmou que o objetivo do governo é diminuir o desmate entre 15% e 20%

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira, 22 que o governo analisa estender a Operação Verde Brasil 2 na Amazônia até julho deste ano. A permanência dos militares na região teria como objetivo auxiliar no combate ao desmatamento. Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão afirmou que o objetivo do governo é diminuir o desmate entre 15% e 20%.

"Nós queremos apresentar um resultado positivo na faixa de uma redução entre 15% e 20% daquilo que tinha ocorrido no ano anterior", disse Mourão, durante live promovida pelo programa Brasil em Questão nesta tarde. Essa redução almejada é referente aos índices registrados entre 1º de agosto de 2020 a 31 de julho deste ano, período correspondente ao ciclo de medição do Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os militares estão na Amazônia desde abril do ano passado. Com o fim da Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a previsão é que as Forças Armadas deixem a região em 30 de abril. Mas isso pode mudar, segundo Mourão. "Deixamos ainda em aberto a possibilidade de estender a Operação (Verde Brasil 2) até o final desse ciclo do Prodes, ou seja, até o dia 31 de julho", disse Mourão.

Em março, o Inpe registrou aumento nos índices de desmatamento com 368 quilômetros quadrados de área desmatada - o maior volume registrado para o mês desde 2015. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro reforçou, na Cúpula do Clima, o pedido por apoio estrangeiro para bancar as ações de combate ao desflorestamento.

O chefe do Executivo destacou o comprometimento de eliminar o desmatamento ilegal até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2050. A conquista das metas, contudo, foi condicionada ao apoio financeiro internacional e a "justa remuneração" ao Brasil pelos serviços ambientais prestados.

Mourão diz que estuda possibilidade de concorrer ao Senado após fim de mandato

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira, 22, que estuda a possibilidade de concorrer ao Senado Federal após o fim do seu mandato. Ele descartou a opção de disputar a Presidência da República em 2022, já que o presidente Jair Bolsonaro deve concorrer à reeleição.

"Hoje estou preparado para cumprir minha parte como vice-presidente do presidente Bolsonaro e acompanhá-lo até o final esse mandato", comentou Mourão, durante live promovida pelo programa Brasil em Questão no período da tarde. "Hoje não vejo nenhuma possibilidade de candidatura minha à Presidência, uma vez que o presidente Bolsonaro é candidato. Eu jamais irei concorrer contra ele", disse.

Segundo Mourão, disputar a presidência contra Bolsonaro é uma questão que está "fora dos seus preceitos éticos". Com uma relação pouco próxima, o chefe do Executivo também não planeja repetir a chapa de 2018. Nos últimos dias, Mourão foi excluído das preparações para a participação do Brasil na Cúpula do Clima que ocorreu nesta quinta e terá continuidade na sexta-feira.

"Agora, pode ser que seja necessária a minha participação para concorrer ao Senado. Isso ainda está em estudo", declarou o vice-presidente da República.

Essa não é a primeira vez que Mourão cogita competir por um posto no Senado. Em entrevista à Veja, no dia 30 de outubro, Mourão havia sinalizado que talvez poderia concorrer para senador no futuro. Desde então, o vice vinha desconversando quando questionado sobre suas pretensões políticas.

"Na realidade, a linha de ação número um é terminar o mandato e partir daí retornar a minha vida, vamos dizer assim, de aposentado. Eu acho que já tenho uma contribuição aí de 50 anos para o nosso País. Eu acho que mereço um pouco de descanso", comentou o vice-presidente.

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