Mesmo após reforma, Planalto faz cálculos contra pauta-bomba

Os vetos são uma verdadeira pauta-bomba que, se ativada, aumenta consideravelmente os gastos da União

Brasília - A reforma ministerial concluída na semana passada não foi suficiente para aumentar a expectativa de votos favoráveis à manutenção dos vetos presidenciais na sessão do Congresso desta terça-feira, 6.

Em reunião na segunda-feira, 5, entre líderes da base governista na Câmara e o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), o Planalto estimou ter os mesmos 200 votos que contabilizava antes da dança das cadeiras.

Os vetos são uma verdadeira pauta-bomba que, se ativada, aumenta consideravelmente os gastos da União.

Lideranças partidárias dizem que as trocas promovidas na Esplanada dos Ministérios podem não dar ao governo o resultado esperado no Congresso.

Berzoini fez apelos para que os vetos sejam mantidos aos líderes da Câmara e do Senado, Casa onde a situação é mais favorável ao governo.

O que mais preocupa a Esplanada é o do reajuste dos servidores do Judiciário. O impacto é de R$ 36,2 bilhões até 2019, segundo o governo.

Para ser derrubado, cada um dos vetos precisa ter pelo menos 257 dos 513 votos de deputados e 41 dos 81 senadores.

O líder do governo, José Guimarães (CE), admitiu não esperar uma votação tranquila. "Eu não posso antecipar a votação. Política é risco. Mas estamos confiantes", afirmou.

Para o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), o "governo conta com a consciência dos parlamentares para os danos que a derrubada dos vetos pode causar à economia do Brasil".

No seu partido de 39 deputados, há quem reclame que legendas não tão fiéis ao governo receberam ministérios com orçamentos vultosos.

O alvo principal da queixa, nesse caso, é o PDT, partido de 18 deputados que deixou a base do governo rumo à "independência" e recebeu o Ministério das Comunicações, cujo orçamento deste ano é de R$ 778 milhões.

O PSD, com 18 deputados, manteve sob seu comando o Ministério das Cidades, mas perdeu o da Micro e Pequena Empresa. Ontem à noite, o governo tentou fazer o líder do partido na Câmara, Rogério Rosso (DF), retirar seu requerimento para que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, seja convocado para explicar na Casa a crise econômica.

No PC do B também houve descontentamento. O ministro Aldo Rabelo foi transferido de Ciência e Tecnologia para a Defesa. No partido de 11 deputados, consideraram a troca "injusta" porque a nova pasta da legenda é estritamente técnica e não dialoga com sua base social.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.