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Caos em Brasília: bolsonaristas invadem Congresso, Planalto e STF pedindo intervenção militar

Governo prometeu endurecer a ação contra o grupo, com autorização do uso da Força Nacional para o local das manifestações

Invasores bolsonaristas furam bloqueio da Esplanada, em Brasília (Metrópoles/Reprodução)

Invasores bolsonaristas furam bloqueio da Esplanada, em Brasília (Metrópoles/Reprodução)

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Da redação, com agências

Publicado em 8 de janeiro de 2023, 15h10.

Última atualização em 8 de janeiro de 2023, 21h42.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiram radicalizar o discurso e foram até a Esplanada dos Ministérios pedindo a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), intervenção militar e Bolsonaro de volta ao poder.

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Por volta de 14h30, o grupo furou o bloqueio da Esplanada e na sequência invadiu o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. A Polícia Militar reage com bombas de efeito moral.

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No STF, é possível verificar que um grupo quebrou vidros, e pessoas batiam com pedaços de pau contra móveis do prédio. No Palácio do Planalto, as imagens mostram que foram quebradas obras de arte, portas e uma mesa de vidro. No Congresso Nacional vídeos mostram vândalos batendo contra cadeiras do Plenário.

As invasões aconteceram no meio da tarde deste domingo, após um grupo de bolsonaristas radicais furar o bloqueio feito pela polícia para impedir o acesso aos prédios públicos. Segundo apurou o Estadão, 100 ônibus com 3.900 manifestantes bolsonaristas chegaram a Brasília.

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Imagens do portal Metrópoles mostram os extremistas quebrando o vidro do Palácio, entrando pelo Salão Nobre e subindo a rampa para o terceiro andar, onde fica o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Imagens da CNN também mostram o térreo do Planalto destruído pelos extremistas. Os manifestantes também já invadiram o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que as forças de segurança estão agindo e que o governo do Distrito Federal prometeu reforços.

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Pelas imagens, é possível ver que a PM tentava dispersar os manifestantes que furaram o bloqueio. É possível ver fumaça e policiais armados.

Procurada pela reportagem, uma fonte da Polícia Militar disse não conseguir fazer contato com os policiais que estão na Esplanada. Questionada sobre a previsão do número de manifestantes, contudo, não houve retorno até a publicação desta matéria.

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Após a invasão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se manifestou via rede social afirmando que o governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, está concentrando esforços para controlar a situação.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que está na sede do Ministério da Justiça e que as forças do governo estão reagindo.

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Mais cedo o governo já havia prometido endurecer a ação contra extremistas. Dino autorizou o uso da Força Nacional para o local das manifestações, na capital federal. O ministro da Defesa, José Múcio, também assumiu a atuação e inspecionou pessoalmente os lugares onde estão os apoiadores de Bolsonaro. A inteligência do governo identificou ainda no sábado 7, a chegada de mais de 100 ônibus para os atos, o que acendeu o alerta da área de segurança.

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Faixas com as inscrições “Lula na cadeia”, “intervenção militar” “supremo é o povo” e “Bolsonaro presidente” foram erguidas no meio da manifestação. A convocação foi feita por grupos de apoiadores do ex-presidente. O discurso é ir em frente ao Congresso Nacional para esperar alguma ação das Forças Armadas contra o governo Lula, medida que contraria a Constituição, mesmo que não haja nenhum indício por parte dos militares de que isso vá ocorrer.

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Mais cedo, o ministro da Justiça afirmou esperar que a polícia não precise atuar e destacou que a “tomada de poder” só poderá ocorrer em 2026, com uma nova eleição presidencial. Houve apelo nos grupos de apoiadores de Bolsonaro para que as pessoas não se intimidem e mantenham a manifestação, que não tem hora nem data para terminar.

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*Com Estadão Conteúdo

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