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Lula irá se reunir com governadores após a posse, confirma Fátima Bezerra

A declaração foi feita durante o painel "O novo Governo para 2023-2026" do Fórum Esfera Brasil, que acontece no Guarujá

Bezerra afirmou que o principal desafio do próximo governo é "reconstruir o Brasil" (Fátima Bezerra/Facebook/Divulgação)

Bezerra afirmou que o principal desafio do próximo governo é "reconstruir o Brasil" (Fátima Bezerra/Facebook/Divulgação)

André Martins
André Martins

26 de novembro de 2022, 13h15

A governadora reeleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, afirmou que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin irão se reunir com os governadores após a posse em janeiro.

A declaração foi feita durante o painel "O novo Governo para 2023-2026" do Fórum Esfera Brasil, que acontece no Guarujá. Participaram da discussão com a governadora, o economista e membro da equipe de Infraestrutura Gabriel Galípolo, o médico e coordenador da equipe da transição da saúde Roberto Kalil, o ex-deputado e coordenador executivo da transição Floriano Pesaro, o ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza e o coordenador do grupo Prerrogativas Marco Aurélio.

Bezerra afirmou que o principal desafio do próximo governo é "reconstruir o Brasil". Ela disse que é necessário um pacto federativo entre o governo federal, governadores e prefeitos para lidar com a realidade "dramática" do país. A governadora disse que Lula e Alckmin são as pessoas para realizar essa reconstrução e que uma reunião com o Fórum dos governadores após a posse já está marcada.

A fala confirma o que Lula repetiu durante a campanha eleitoral. O presidente eleito afirmou em diversas oportunidades que é necessário restabelecer o pacto federativo e se colocava aberto ao diálogo com todos, independentemente do partido. A postura busca contrastar o presidente Jair Bolsonaro, que durante os últimos quatro anos teve disputas políticas com alguns governadores.

Outro anúncio feito por Bezerra foi o convite ao vice-presidente para participar da última reunião do ano do Comitê Nacional de Secretarias de Fazenda (Consefaz), que irá acontecer em Natal no próximo mês. "Convidamos o Alckmin para acelerar o debate da reforma tributária, como todo o acúmulo que já existe sobre esse assunto, bem como discutir o impacto da redução do ICMS do setor telecomunicações e energia nas receitas estaduais", explicou. Outra agenda dos governos estaduais neste ano será em Brasília com o Judiciário. 

Diagnóstico do grupo de transição

Segundo os participantes do grupo de transição do governo eleito presentes no evento, um primeiro diagnóstico sobre a situação das áreas deve ser apresentado no próximo dia 30. As sugestões para os primeiros 100 dias de governo serão entregues apenas no documento final. Floriano Pesaro, coordenador executivo da transição, disse que o papel do grupo é dar informações suficientes para governo Lula conseguia reconstruir uma rede de proteção social, com saúde e educação como prioridades.

Segundo ele, nem todas as áreas do governo Bolsonaro estão colaborando com informações necessárias, mas que o relatório entregue pelo Tribunal de Contas da União (TCU) está cobrindo lacunas importantes.

“Esse é o grande desafio do momento, obter informações que façam sentido. Mas é claro que as dificuldades estão postas, há colaboração em alguns setores e não há em outros”, afirmou Pesaro.

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