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Lula diz que volta de Maduro não é principal preocupação com Venezuela

O presidente brasileiro afirmou ainda que encontrará o presidente Donald Trump em março para uma conversa "olho no olho"

Lula: petista afirmou que terá conversa olho no olho com Trump (Ricardo Stuckert/PR)

Lula: petista afirmou que terá conversa olho no olho com Trump (Ricardo Stuckert/PR)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 12h28.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 5, que a libertação de Nicolás Maduro não é prioridade nas discussões sobre a Venezuela com os Estados Unidos.

Lula afirmou que encontrará o presidente Donald Trump em Washington em março para tratar desse e de outros temas.

O líder venezuelano foi capturado pelos Estados Unidos em uma operação realizada no início de janeiro deste ano. Maduro segue preso em Nova York. 

“Essa não é a preocupação principal (a volta de Maduro). A prioridade é saber se há possibilidade de fortalecer a democracia na Venezuela”, disse em entrevista ao portal UOL.

O presidente brasileiro afirmou que os esforços precisam estar ligados ao retorno dos venezuelanos que estão fora do país por questões políticas e ao efetivo funcionamento da democracia no país vizinho.

“O que está em jogo é se vamos melhorar a vida do povo ou não. Se vamos gerar emprego ou não”, afirmou.

Lula relembrou ainda que, quando Hugo Chávez era presidente da Venezuela, ele defendia que deveria haver uma relação próxima com os Estados Unidos, então governados por George W. Bush.

O petista disse ainda que reforçará a Trump que a América do Sul é uma “zona de paz”, por não ter bomba atômica nem armas nucleares, e que quem resolverá o problema da Venezuela são os próprios venezuelanos.

“O que a gente quer é crescer economicamente, fortalecer o processo democrático e melhorar a vida de milhões de latino-americanos. A América Latina não pode continuar sendo pobre”, afirmou.

Conversa olho no olho com Trump

Sobre o encontro com Trump, Lula disse que, pela idade dos dois, é preciso um encontro “olho no olho”, e não uma conversa por Twitter.

“Vamos sentar à mesa para falar sobre os problemas que me afligem e sobre os problemas que afligem ele”, afirmou.

O petista disse que a ideia é discutir investimentos e questões estratégicas, como terras raras. O único assunto proibido, segundo Lula, é a soberania do país.

Em relação ao Conselho da Paz criado por Trump para discutir a paz em Gaza, Lula disse que o Brasil tem interesse em participar do grupo, desde que os palestinos tenham um assento.

“Eu disse a Trump que, se o Conselho for para discutir Gaza, o Brasil tem todo o interesse em participar. É muito estranho que não haja um palestino e que a proposta pareça mais um resort. Eu quero saber quem vai reconstruir as casas, hospitais e padarias que foram destruídos”, afirmou.

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