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Lula compara protestos no México com atos de 2013 no Brasil e aponta interferência externa

Presidente também fez declarações sobre influência das “narrativas” na disputa política

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 10 de junho de 2026 às 15h30.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou, nesta quarta-feira, os protestos atuais no México com os atos que ocorreram no Brasil em junho de 2013 e levantou a possibilidade de interferência estrangeira nas mobilizações.

Durante discurso em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Lula comentou sobre a influência das “narrativas” na disputa política.

"Agora mesmo no México está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013. Todo mundo está lembrando que a reivindicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para extrema direita tomar conta das ruas utilizando verde e amarelo. Às vezes, acho que tem o dedo de alguém, às vezes nem é mexicano", afirmou o presidente.

Lula informou que vai manter uma conversa por telefone nesta quarta-feira à tarde com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

'Tudo sob controle'

A presidente Claudia Sheinbaum disse nesta quarta-feira, 10, que tudo está "sob controle" para a estreia do México na Copa do Mundo. Nesta terça-feira, ela colocou em dúvida sua presença no fan fest da Copa do Mundo de 2026 na Praça da Constituição (Zócalo), na Cidade do México, em meio a protestos de milhares de professores, que bloqueiam ruas, mantêm um acampamento no centro da capital e prometem novas mobilizações a dois dias da abertura do torneio.

Sheinbaum classificou as manifestações como uma "provocação", mas garantiu que o início da competição está assegurado.

A presidente não comparecerá à cerimônia de abertura no Estádio Azteca, após decidir doar seu ingresso a uma menina, mas havia planejado assistir à partida no Zócalo, principal praça da capital mexicana e sede do maior fan fest organizado pela Fifa no país, onde torcedores acompanham os jogos em telões.

O Zócalo também abriga o Palácio Nacional, residência e local de trabalho da presidente. A área, no entanto, está cercada por um acampamento da Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do sindicato dos professores que está em greve desde a semana passada.

As manifestações se intensificaram nesta terça-feira, quando milhares de integrantes da CNTE bloquearam uma das principais avenidas que levam ao Estádio Azteca, palco da abertura da Copa do Mundo, marcada para quinta-feira. O protesto ocorreu a menos de 48 horas da cerimônia inaugural.

As autoridades mobilizaram milhares de agentes e instalaram barreiras de concreto a cerca de um quilômetro do estádio, impedindo o avanço dos manifestantes, que ainda não haviam chegado ao local.

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