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Votos de homens são mais influenciados por amigos, diz Datafolha

Apesar dessa diferença, a pesquisa indica que, de forma geral, os eleitores dizem tomar decisões sem interferência externa

Eleições: maioria dos brasileiros declara que sua escolha de voto presidencial não tem influências externas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Eleições: maioria dos brasileiros declara que sua escolha de voto presidencial não tem influências externas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 27 de julho de 2026 às 16h00.

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Embora a maioria dos brasileiros afirme que familiares, amigos, jornalistas, redes sociais e líderes religiosos não influenciam sua escolha para presidente, os homens relatam ter mais influência dos amigos próximos do que as mulheres, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 27.

O levantamento mostra que 40% dos homens dizem que a opinião de amigos próximos terá muita ou alguma influência na escolha para presidente, contra 31% das mulheres.

A diferença supera a margem de erro para os dois grupos, de três pontos percentuais.

O mesmo padrão aparece nas redes sociais. Entre os homens, 36% afirmam que pessoas que seguem nessas plataformas influenciarão seu voto, enquanto entre as mulheres o índice é de 29%.

Apesar dessas diferenças, a pesquisa indica que, de forma geral, os eleitores dizem tomar decisões sem interferência externa. Em todos os grupos avaliados, a resposta "nenhuma influência" foi majoritária.

No caso de jornalistas e veículos de imprensa, 58% afirmam que não serão influenciados. Entre pessoas seguidas nas redes sociais e amigos próximos, o percentual chega a 62%. Já entre líderes religiosos, a parcela sobe para 67%, o maior índice registrado.

Família, imprensa e redes têm influência limitada

Quando são somadas as respostas de "muita" e "um pouco" de influência, jornalistas e pessoas da imprensa aparecem com 38%, mesmo percentual registrado para companheiros ou companheiras entre entrevistados que mantêm relacionamento estável.

Filhos com 16 anos ou mais e amigos próximos aparecem logo atrás, ambos com 36%. Pessoas acompanhadas nas redes sociais alcançam 32%, enquanto líderes religiosos registram 23%, o menor percentual entre todos os grupos analisados.

Considerando apenas a resposta "muita influência", filhos lideram com 21%, seguidos por companheiros ou companheiras (20%), jornalistas e imprensa (17%), amigos próximos (16%), pessoas seguidas nas redes (15%) e líderes religiosos (13%).

Entre quem vive em união estável, 60% afirmam que a opinião do parceiro não terá qualquer efeito sobre o voto. Já entre entrevistados com filhos de 16 anos ou mais, 61% dizem que a opinião dos filhos também não influenciará sua decisão.

Influência religiosa varia por escolaridade e região

A pesquisa também identificou diferenças conforme o perfil do eleitor. Entre pessoas com ensino fundamental, 30% dizem que líderes religiosos terão muita ou alguma influência em sua escolha presidencial. Entre entrevistados com ensino superior, o percentual cai para 15%.

Regionalmente, o Nordeste apresenta o maior índice de influência atribuída a líderes religiosos, com 29%, acima dos 20% registrados no Sudeste e dos 14% observados no Sul.

Já a diferença entre evangélicos e católicos ficou dentro da margem de erro. Entre evangélicos, 28% afirmam que seus líderes religiosos influenciarão o voto, contra 24% entre católicos.

Outro recorte mostra que 41% dos entrevistados que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022 dizem que jornalistas e a imprensa terão muita ou alguma influência em sua escolha neste ano. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro em 2022, o percentual é de 33%.

O Datafolha ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios entre os dias 22 e 23 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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