Primeiro período do fracionamento precisa ser de, no mínimo, 50% do prazo total (Ariel Skelley/Getty Images)
Publicado em 10 de março de 2026 às 16h00.
Após aprovação do Senado, a ampliação da licença-paternidade a partir de 2027 avança no processo legislativo. O projeto prevê que o benefício seja de 20 dias a partir de 2029. Com aumento, os trabalhadores também poderão dividir o afastamento em duas partes.
O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A licença-paternidade poderá ser fracionada em duas partes.
A primeira deve representar, no mínimo, 50% do prazo. O afastamento também precisa ocorrer logo após o nascimento, adoção ou obtenção de guarda da criança.
A segunda parte do afastamento poderá ser cumprida em até 180 dias.
O projeto também prevê estabilidade provisória para o trabalhador após a licença-paternidade.
Desde a comunicação ao empregador até um mês depois do período do benefício, o trabalhador não poderá ser desligado.
O objetivo da medida é evitar retaliações por conta do afastamento.
A licença-paternidade é um direito assegurado para pais, independentemente da configuração familiar.
Confira quem pode solicitar o benefício.Para pais solo ou homoafetivos, a licença pode ser estendida para o prazo da licença-maternidade. Nestes casos, o afastamento pode ser entre 120 e 180 dias.
O texto aprovado pelo Senado estipula que a licença-paternidade aumente a partir do próximo ano.
Em 2027, o prazo de afastamento deverá ser de 10 dias. Em 2028, uma nova ampliação eleva o período para 15 dias.
A partir de 2029, o prazo será fixado em 20 dias.