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Juíza substituta de Moro diz que também foi alvo de hacker

A invasão foi comunicada à Policia Federal que apura as invasões; Hardt afirmou que "não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas"

Gabriela Hardt: juíza impôs ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pena de 12 anos e 11 meses na ação envolvendo o sítio de Atibaia (YouTube/Reprodução)

Gabriela Hardt: juíza impôs ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pena de 12 anos e 11 meses na ação envolvendo o sítio de Atibaia (YouTube/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 12 de junho de 2019 às 19h11.

Última atualização em 12 de junho de 2019 às 19h11.

São Paulo — A juíza federal Gabriela Hardt, substituta do ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato, também teve seu aplicativo Telegram invadido por hackers. A invasão teria ocorrido no mesmo período em que os aparelhos telefônicos de procuradores da República foram alvos de ataques cibernéticos criminosos.

Hardt impôs ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pena de 12 anos e 11 meses na ação envolvendo o sítio de Atibaia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Trata-se da segunda condenação de Lula na Lava Jato em Curitiba.

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, 12, Hardt confirmou a invasão e informou que "não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas".

A invasão foi comunicada à Policia Federal que apura as invasões. Hardt diz na nota que "entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme". Responsável por substituir Moro e o atual titular da 13.ª Vara Federal em Curitiba, Luiz Antônio Bonat, a magistrada afirmou esperar "que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas".

Nesta quarta-feira, 12, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Leite Valeixo, solicitando a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos. A Procuradoria-Geral da República afirma "considerar necessário adotar uma linha de investigação que possa esclarecer, além do modo de atuação criminoso, os motivos e eventuais contratantes de um ataque cibernético sistemático contra membros do MPF, principalmente aqueles que atuam nas Forças-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro e Curitiba".

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