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Maioria dos brasileiros rejeita redução de penas a condenados pelo 8 de Janeiro, mostra Quaest

Pesquisa divulgada neste domingo mostra ainda que 54% dos entrevistados enxerga nova lei como manobra para favorecer ex-presidente Bolsonaro

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 17 de maio de 2026 às 16h02.

A flexibilização das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 enfrenta resistência da maior parte do eleitorado brasileiro. Pesquisa Quaest divulgada neste domingo, 17, aponta que 52% dos entrevistados são contra a medida,  agora em vigor desde a promulgação da chamada Lei da Dosimetria, em 8 de maio.

A favor do abrandamento, apareceram 39% dos ouvidos. Outros 9% disseram não ter opinião formada ou preferiram não responder.

A rejeição se distribui de forma desigual pelo espectro político. É mais intensa entre eleitores que se declaram de esquerda não vinculada ao lulismo e menos expressiva entre os bolsonaristas. No grupo dos independentes — fatia tradicionalmente decisiva em disputas nacionais —, 58% se posicionaram contra a redução, ante 31% favoráveis e 11% sem resposta.

O levantamento também sondou a leitura do eleitorado sobre a motivação por trás da aprovação da lei no Congresso.

Para 54%, o texto foi costurado com o objetivo específico de aliviar a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas 34% entendem que a intenção foi alcançar todos os condenados pelos atentados de janeiro de 2023. Os indecisos somam 12%.

Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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