Brasil

Juiz multa Marta por propaganda paga no Facebook

Posts patrocinados junto à rede social é uma modalidade vedada pela legislação eleitoral


	Marta Suplicy: candidata é condenada a pagar uma multa de R$5 mil
 (Pedro França/Agência Senado)

Marta Suplicy: candidata é condenada a pagar uma multa de R$5 mil (Pedro França/Agência Senado)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de agosto de 2016 às 20h03.

São Paulo - A divulgação da pré-candidatura de Marta Suplicy (PMDB) à Prefeitura de São Paulo por meio de propaganda paga no Facebook foi considerada irregular nesta terça-feira, 16, pelo juiz auxiliar da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Sergio da Costa Leite.

Para o magistrado, ficou comprovada de maneira "incontroversa" a contratação de posts patrocinados junto à rede social - modalidade de propaganda vedada pela legislação eleitoral - e condenou a candidata ao pagamento de multa de R$ 5.000,00, além de determinar a retirada imediata dos anúncios.

A propaganda antecipada, de acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), é caracterizada pelo pedido explícito de votos.

O juiz ressaltou, porém, que, "se há vedação expressa à contratação de propaganda paga pela internet, bem como à utilização de mecanismos de propagação automática, no período permitido para a propaganda eleitoral, a utilização de tais procedimentos antes da data também não pode ser admitida, mesmo sem o pedido expresso de votos".

A representação foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral. Da decisão, cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilMDB – Movimento Democrático BrasileiroPartidos políticosEmpresas de internetEmpresas americanasFacebookRedes sociaisInternetempresas-de-tecnologiaEleiçõesMarta SuplicyEleições 2016

Mais de Brasil

Michelle 'não pode desistir no meio do caminho', diz Celina sobre disputa ao Senado no DF

Moraes nega pedido para que Javier Milei visite Jair Bolsonaro

Escassez de mão de obra qualificada custa R$ 335 bilhões ao Brasil, diz estudo

Em meio ao tarifaço, quem está na frente nas pesquisas para presidente?