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Juiz manda soltar sócios da Arxo presos na Lava Jato

Juiz mandou soltar os três sócios da empresa Arxo, presos na nona fase da Operação Lava Jato, por entender que não há mais necessidade da prisão temporária


	Sérgio Moro, juiz federal: de acordo com o Ministério Público, os acusados pagavam propina para obter contratos
 (Gil Ferreira/ Agência CNJ)

Sérgio Moro, juiz federal: de acordo com o Ministério Público, os acusados pagavam propina para obter contratos (Gil Ferreira/ Agência CNJ)

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Da Redação

Publicado em 9 de fevereiro de 2015 às 18h15.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Polícia Federal, mandou soltar hoje (9) os três sócios da empresa Arxo Industrial, presos na nona fase da Operação Lava Jato, deflagrada na semana passada.

Com a decisão devem ser soltos ainda nesta segunda-feira Gilson João Pereira e João Gualberto Pereira, sócios da Arxo, e Sergio Ambrosio Marçaneiro, diretor financeiro.

Eles estão presos na Superintendência da Policia Federal em Curitiba. Ao deferir a soltura, Moro entendeu que não há mais a necessidade da prisão temporária, após o cumprimento das buscas e apreensões que resultaram em R$ 3,1 mihões e 500 relógios de de luxo.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os acusados pagavam propina para obter contratos com a BR Distribuidora. Os pagamentos ocorreriam em contratos com a BR Aviation, empresa da Petrobras especializada no abastecimento de aeronaves. A Arxo vende tanques de combustíveis e caminhões-tanque. 

No dia 16 de janeiro, Cíntia Provesi Francisco procurou o MPF voluntariamente para denunciar os executivos. Aos investigadores, ela relatou que a empresa pagava propina de 5% a 10% nos contratos com a BR Aviation.

Segundo a defesa, os sócios disseram aos delegados, em depoimento prestado hoje (9),  que a empresa nunca pagou propina ou sonegou impostos. Os acusados também negaram envolvimento com o empresário Mário Goes, apontado como intermediador de propina entre a Arxo e a Petrobras.

"Não sabíamos da existência de Goes. Isso parte da denúncia de uma ex-funcionária [Cíntia Provesi Francisco]. Nunca conhecemos essa pessoa e não sabemos de quem se trata", disse o advogado Chales Zimmermann.

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