Brasil

Jair Bolsonaro está 'sonolento' e 'abatido', diz Carlos após visita à Papudinha

Ex-presidente está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Jair Bolsonaro: ex-presidente está preso na Papudinha desde novembro de 2025  (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Jair Bolsonaro: ex-presidente está preso na Papudinha desde novembro de 2025 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 20h06.

Tudo sobreJair Bolsonaro
Saiba mais

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em suas redes sociais que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o político está "sonolento" e "abatido".

A atualização sobre o estado de saúde de Bolsonaro foi feita após uma visita nesta quarta-feira, 18, ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha". Jair Bolsonaro é mantido no local desde o mês passado, quando foi transferido da Superintendência da Polícia Federal.

"Encontrei o presidente sonolento e abatido, obviamente se questionando sobre uma prisão que jamais deveria existir, já que não cometeu crime algum", escreveu em uma publicação nas redes sociais.

E acrescentou: "Mais um dia se passou, e minha preocupação só aumenta ao ver a normalização do que estão fazendo".

O ex-vereador também declarou que "pode existir a qualquer momento um ponto de não retorno em relação à saúde de Bolsonaro".

Desde a transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, Jair Bolsonaro passou a receber acompanhamento médico contínuo, visitas de advogados e manter conversas diárias com antigos subordinados. O espaço também passou a concentrar articulações políticas ligadas ao bolsonarismo, com apresentação de cenários estaduais, discussão de alianças e encaminhamento de decisões estratégicas ao ex-presidente.

A unidade abriga ainda outras autoridades, como o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Antes deles, também estiveram detidos no local o ex-vice-governador do Distrito Federal Benedito Domingos e o ex-secretário de Saúde do DF Francisco Araújo.

Pedido de prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em ala conhecida como “Papudinha”, sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal. A unidade abriga detentos em regime específico de custódia.

Recentemente, a defesa do ex-presidente protocolou pedido para que ele passe a cumprir a pena em regime de prisão domiciliar. Os advogados alegam possível “risco de morte” durante a permanência na unidade prisional.

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). No documento, a defesa menciona “precariedade” no estado de saúde do ex-presidente e riscos descritos como “já comprovados”.

Segundo a petição, os argumentos se baseiam em parecer técnico assinado por Cláudio Birolini, médico que acompanha Bolsonaro. A decisão sobre a eventual concessão de prisão domiciliar caberá ao Supremo Tribunal Federal.

Por que Bolsonaro foi preso?

Veja vídeo da cela especial que Jair Bolsonaro está preso na PF

Moraes justificou a prisão de Bolsonaro pela Garantia da Ordem Pública. O ministro citou a convocação de uma vigília realizada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. O evento aconteceria no dia 22 de novembro, na frente na casa de Bolsonaro.

Na época, o ministro afirmou que o chamamento poderia causar aglomeração, com riscos para terceiros e para o próprio preso, com "consequências imprevisíveis".

"Os elementos informativos apresentados evidenciam a possibilidade concreta de que a vigília convocada ganhe grande dimensão, com a concentração de centenas de adeptos do ex-presidente nas imediações de sua residência, estendendo-se por muitos dias, de forma semelhante às manifestações estimuladas pela organização criminosa nas imediações de instalações militares, especialmente no final do ano de 2022, com efeitos, desdobramentos e consequências imprevisíveis", explicou em sua decisão.

Moraes disse ainda que a vigília representava um risco de fuga, uma vez que foi informado pela PF que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro foi violada na madrugada deste sábado.

Acompanhe tudo sobre:Jair BolsonaroPrisõesCrime

Mais de Brasil

Acadêmicos de Niterói é rebaixada com polêmico enredo que homenageou Lula

Concessão da Estrada de Ferro Campos do Jordão prevê três rotas turísticas

CNU: Resultado será divulgado a partir desta quarta; veja cronograma

CNU 2025: resultados individuais serão divulgados nesta quarta-feira; veja o horário