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Haddad sinaliza vice mulher e conversará com aliados para fechar chapa ao Senado

O pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou que se reunirá com Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França para definir os dois nomes para o Senado

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Congresso nunca aprova medidas como a pasta quer (Diogo Zacarias/MF/Flickr)

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Congresso nunca aprova medidas como a pasta quer (Diogo Zacarias/MF/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 7 de maio de 2026 às 13h59.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, sinalizou nesta quinta-feira, 7, a preferência por vice mulher e disse que se reunirá com Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) para definir a chapa ao Senado.

“Uma coisa importante é que nossa chapa vai ter, com certeza, mais mulheres representadas”, afirmou Haddad em conversa com jornalista após evento na Fundação FHC.

A decleração ocorre após o o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal adversário de Haddad em outubro, já ter definiu a sua chapa.

Felicio Ramuth (MDB) seguirá como vice e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislatica de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), e o ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), serão os nomes para o Senado.

“Vou voltar a conversar com Marina, Tebet e Márcio assim que for possível. Vou esperar reunir os três para conversarmos sobre isso [os candidatos ao Senado]”, disse.

Os ex-ministros são colocados como pré-candidatos ao Senado. Inicialmente, a previsão era que Tebet e Marina disputassem as duas cadeiras, mas França deixou o cargo de ministro do Empreendedorismo e também se colocou na disputa. As últimas pesquisas mostram Tebet e Marina na liderança, seguidas por Derrite.

Haddad confirma recusa de Teca Vendramini

Haddad confirmou que sondou a empresária Teca Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, para ocupar a vice.

Segundo ele, a dirigente do agronegócio recusou a possibilidade, mas seguirá colaborando com o programa de governo estadual e federal.

“Ela falou que vai participar do plano de governo, mas não tem intenção de se candidatar. Ela nunca se candidatou e apresentou algumas reservas em relação a colocar o nome na urna”, disse.

Ao ser questionado sobre a insistência do PT com o nome de Teca, Haddad ressaltou a relação de confiança com a empresário, mas disse que ela irá colaborar de diversas formas.

“Ela tem uma militância no setor agropecuário e uma respeitabilidade muito grande. Vai me ajudar no plano de governo, o que para mim é ótimo”, afirmou.

Ao comentar as negociações e outros nomes, o petista indicou que pretende discutir a formação da chapa diretamente com aliados do governo Lula.

Haddad também evitou fechar portas para o PDT, partido do ex-ministro Carlos Lupi, que demonstrou interesse na vaga de vice. Segundo ele, porém, a definição não será feita apenas a partir da reivindicação partidária.

“É legítimo, mas não é isso que vai definir”, disse. “Eu falei com o Lupi, estamos muito sintonizados. Nós estamos unidos em um palanque.”

O ex-ministro ainda buscou aproximar a pré-campanha de nomes da esquerda e da centro-esquerda que participaram da eleição municipal de 2024 na capital paulista.

Ele elogiou a deputada federal Tabata Amaral (PSB) e disse que ela ajudará na elaboração do programa de governo, sobretudo nas áreas de ciência e tecnologia.

Sobre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Guilherme Boulos (PSOL), Haddad afirmou que o aliado seguirá com atuação nacional, mas estará disponível para colaborar na campanha paulista.

“O Boulos tem uma missão nacional, mas já se colocou à disposição”, disse Haddad.[/grifar

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