Eleições 2026: A eleição deste ano prevê duas cadeiras em disputa para o Senado por estado (Jefferson Rudy/Agência Senado)
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Publicado em 29 de julho de 2026 às 07h41.
A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado nas eleições de 2026 está pulverizada, segundo a última pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 29. A distância entre os candidatos é pequena, com empates técnicos que tornam o cenário indefinido.
No primeiro cenário simulado, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), lidera com 14% das intenções de voto. Ela é seguida pela ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), com 12%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na sequência, aparece o empresário Pablo Marçal (União), com 9%, que está inelegível até 2032, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Depois, o deputado federal Guilherme Derrite (PP) registra 7%.
Entre os demais nomes, André do Prado (PL) tem 5%, seguido por Paulinho da Força (Solidariedade) e Ricardo Salles (Novo), ambos com 4%. Robson Tuma (Republicanos) marca 3% e José Aníbal (PSDB) soma 1%.
Os indecisos representam 21%, e os votos em branco e nulo totalizam 20%, indicando espaço para os candidatos crescerem.
Como o pleito de 2026 renovará duas cadeiras legislativas por estado, o levantamento testou um segundo cenário sem a presença de José Aníbal. A configuração da ponta se mantém estável: Marina registra os mesmos 14%, enquanto Tebet pontua com 11%.
Neste recorte alternativo, Marçal repete os 9% de intenção de voto e Derrite avança para 8%. Salles também avança e registra 5%.
Segundo o levantamento, 54% dos eleitores paulistas afirmam que a escolha para o Senado ainda pode mudar até o pleito.
A pesquisa aponta que os nomes mais conhecidos nacionalmente também concentram os maiores índices de resistência. Marina Silva possui o maior teto de rejeição do estado, com 49% dos eleitores afirmando que a conhecem, mas não votariam nela.
Pablo Marçal tem 45% de rejeição, seguido por Paulinho da Força (41%) e Simone Tebet (36%).
Por outro lado, pré-candidatos do espectro conservador apresentam taxas menores de rejeição, mas encontram um gargalo no alto desconhecimento da população.
É o caso de Ricardo Salles, rejeitado por 20%, mas ainda desconhecido por 70% da amostra. Dinâmica semelhante é enfrentada por Guilherme Derrite, rejeitado por apenas 16%, porém com 65% dos paulistas declarando não conhecê-lo.
O cruzamento de dados de espectro ideológico revela como a polarização nacional dita o ritmo da escolha legislativa.
Marina e Tebet ancoram seu desempenho na fatia do eleitorado que se declara lulista, onde alcançam 26% e 20%, respectivamente. As duas líderes também dominam a preferência entre os eleitores que se definem como de esquerda não lulista.
Já entre o recorte da amostra que se identifica como bolsonarista, o cenário se inverte. Neste segmento, Pablo Marçal assume a dianteira da pesquisa com 16%, seguido por Derrite com 12% e André do Prado com 11%.
Entre os eleitores que se consideram independentes, o nível de indecisão é o mais alto, saltando para 24%, grupo no qual Marina Silva mantém uma dianteira numérica com 14%.
A pesquisa Quaest entrevistou 1.650 eleitores entre 23 a 27 de julho, por meio de entrevistas domiciliares e face a face. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Genial Investimentos e está registrado no TSE sob o protocolo BR-09998/2026.