Lula: Nordeste segura aprovação de Lula (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 15 de abril de 2026 às 08h04.
A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a oscilar negativamente e ampliou a diferença em relação à reprovação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste mês.
O levantamento mostra que 52% dos brasileiros desaprovam a gestão, enquanto 43% aprovam e 5% não sabem ou não responderam.
Na comparação com março, a aprovação caiu um ponto percentual, de 44% para 43%, enquanto a reprovação subiu de 51% para 52%. As variações ocorreram dentro da margem de erro.
O índice de desaprovação é o maior desde julho de 2025, quando o governo registrava 53%.
A série histórica mostra que, desde o segundo semestre de 2025, a aprovação perdeu fôlego após atingir 48%. A queda, após atingir o melhor patamar nos últimos meses, foi de cinco pontos percentuais.
Nos recortes por região, o Nordeste segue como principal base de apoio do governo. A aprovação chega a 63%, contra 32% de desaprovação, mantendo distância relevante em relação às demais regiões.
No Sudeste, a reprovação atinge 58%, com aprovação em 38%. No Sul, o índice negativo é ainda mais elevado: 62% desaprovam, ante 32% que aprovam. Já no Centro-Oeste/Norte, a desaprovação soma 58%, enquanto a aprovação fica em 36%.
Na divisão por renda, o governo apresenta melhor desempenho entre eleitores de menor renda. Entre os que recebem até dois salários mínimos, a aprovação é de 57%, contra 37% de desaprovação.
Entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos, a reprovação chega a 57%, com aprovação de 38%. Na faixa acima de cinco salários mínimos, o índice negativo sobe a 62%, enquanto 35% aprovam.
Por faixa etária, o melhor desempenho aparece entre eleitores com 60 anos ou mais, com 51% de aprovação e 44% de desaprovação. Entre jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação atinge 56%, contra 40% de aprovação. Na faixa de 35 a 59 anos, são 54% de reprovação e 41% de aprovação.
Escolaridade e religião mostram maior rejeição ao governo
Entre os níveis de escolaridade, a aprovação é maior entre quem tem ensino fundamental (54%), enquanto a desaprovação cresce entre ensino médio (57%) e superior (62%).
No recorte por religião, a aprovação entre católicos é de 49%, com 46% de desaprovação. Entre evangélicos, o cenário é mais negativo: 68% desaprovam o governo, enquanto 28% aprovam.
Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, a aprovação do governo chega a 59%, com 37% de desaprovação. Já entre quem não recebe o benefício, a reprovação é maior: 56%, contra 39% de aprovação.
No recorte por posicionamento ideológico, o apoio ao governo segue concentrado à esquerda. Entre lulistas, a aprovação é de 95%, enquanto apenas 4% desaprovam. Entre eleitores de esquerda não lulista, 86% aprovam e 9% desaprovam.
Entre independentes, a desaprovação é majoritária: 58%, contra 32% de aprovação. Já entre eleitores de direita, os índices negativos são mais elevados: 90% de desaprovação entre direita não bolsonarista e 95% entre bolsonaristas.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 9 e 13 de abril, por meio de entrevista presencial domiciliar. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-09285/2026.