Brasil

Genial/Quaest: após caso Master, índice de confiança no STF é o menor em 4 anos

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 12, avaliou impacto do caso Master nas institiuições

STF: pesquisa avaliou percepção do público sobre o judiciário (Gustavo Moreno/SCO/STF/Divulgação)

STF: pesquisa avaliou percepção do público sobre o judiciário (Gustavo Moreno/SCO/STF/Divulgação)

Giovanna Bronze
Giovanna Bronze

Colaboradora

Publicado em 12 de março de 2026 às 10h40.

Priorizar nos meus resultados Google

O índice de confiança no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o menor patamar desde 2022, segundo análise feita pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, 12.

Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados responderam que não confiam no STF, enquanto 43% confiam e 8% não souberam ou não responderam.

Esta é a primeira edição da pesquisa, que mede o índice em relação ao STF desde novembro de 2022, que a desconfiança é maior que a confiança.

Na última Genial/Quaest que abordou o assunto, em agosto de 2025, o índice de confiança era de 50%, enquanto o de "não confia" estava em 49%.

Desde novembro de 2022, a desconfiança no STF vem crescendo. Naquela edição, o dado estava em 40% e seguiu assim até agosto de 2023. Em julho de 2024, subiu para 43% e chegou a 47% em agosto do ano passado.

A pesquisa também pediu a opinião das pessoas sobre o impacto do caso Master em políticos e instituições. 13% responderam que o STF e o judiciário foram os mais afetados negativamente, seguidos pelo Governo Bolsonaro (11%), Governo Lula (10%), Banco Central (5%) e Congresso Nacional (3%). Já 40% responderam que todos esses foram afetados pelo escândalo.

O STF sofreu com o impacto de mensagens vazadas de Daniel Vorcaro, CEO do Master, que supostamente seriam para ministros do órgão judicial.

O envolvimento do Supremo no caso também ocorre por meio do ministro Dias Toffoli. Informações divulgadas na última semana indicaram a participação de Toffoli como sócio em uma empresa que vendeu parte de um resort localizado no interior do Paraná a fundos ligados ao empresário Daniel Vorcaro. Após a mudança, o ministro André Mendonça passou a conduzir a relatoria do caso.

No entanto, Toffoli foi sorteado para analisar o pedido da Câmara dos Deputados para instaurar uma CPI do Banco Master. Por seu envolvimento, o ministro declarou na noite da última quarta-feira, 11, que é suspeito para analisar o pedido e se retirou do caso.

Após Toffoli se afastar, foi realizado um novo sorteio e o ministro Cristiano Zanin assumiu a relatoria do pedido.

Impacto do caso Master nas eleições 2026

No cenário eleitoral, a Quaest também mediu os imapctos do caso Master.

De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados informaram que evitariam votar em qualquer candidato envolvido no caso Master, enquanto 29% informaram que levariam o tema em consideração na hora de votar. Já 20% informaram que não pensariam no caso na hora de escolher o voto e 13% não souberam ou não responderam.

Já em outro questionamento da pergunta, 66% dos entrevistados informaram que concordam com a frase que é importante votar em um candidato ao Senado que esteja comprometido com impeachment de ministros do Supremo.

A pesquisa Genial/Quaest foi feita com 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais no período de 6 a 9 de março, realizada via entrevistas face a face. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Eleições

Mais de Brasil

Zanin rejeita pedido de Paes contra decisão do TSE que declara Ruas vencedor no 1º turno no Rio

Pesquisa Datafolha DF no 2º turno: Celina tem 55% e Grass, 37%

Pesquisa Datafolha 2º turno: Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula, 48%, dos votos válidos

Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno e diz que Lula 'já deu'