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Francisco Lopes, ex-presidente do BC e economista do Plano Real, morre no Rio

Economista teve papel central no BC, em planos econômicos e na estabilização da inflação

Chico Lopes, como era conhecido, sofreu uma parada cardíaca em 22 de abril, durante uma cirurgia para corrigir uma úlcera. (Reprodução Globo)

Chico Lopes, como era conhecido, sofreu uma parada cardíaca em 22 de abril, durante uma cirurgia para corrigir uma úlcera. (Reprodução Globo)

Publicado em 8 de maio de 2026 às 10h02.

O economista Francisco Lafaiete Lopes, morreu nesta sexta-feira, aos 81 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco.

Chico Lopes, como era conhecido, sofreu uma parada cardíaca em 22 de abril, durante uma cirurgia para corrigir uma úlcera. Transferido para a UTI, faleceu na madrugada no mesmo hospital. A piora no quadro clínico levou à internação prolongada.

Formado pela UFRJ, com mestrado na FGV-Rio e doutorado pela Universidade Harvard, Lopes teve papel central nos debates sobre economia brasileira e ajudou a fundar a pós-graduação do Departamento de Economia da PUC-Rio, no fim dos anos 1970.

Ele participou da elaboração do Plano Cruzado, em 1986, e do Plano Bresser, em 1988, além de ter sido consultado pela equipe do Plano Real, em 1994. Sua atuação influenciou medidas de combate à hiperinflação no país.

No Banco Central, foi diretor nas gestões de Persio Arida e Gustavo Loyola, integrou o Copom e chegou a assumir interinamente a presidência da instituição em 1999, após a saída de Gustavo Franco.

Permaneceu no cargo por 19 dias, após o fracasso da banda diagonal endógena, sendo substituído por Arminio Fraga.

Ele deixa a esposa, Ciça Pugliese, filhos e netos.

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