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Flávio defende suspender reforma tributária e é questionado em evento da CNI

Senador, que criticou Lula e o STF em discurso a empresários, afirma que retomaria discussão para reduzir carga tributária

Comissão de Segurança Pública (CSP) realiza reunião com 5 itens. Entre eles, o PL 1.169/2025, que dispõe sobre a identificação de áreas de alto risco de ocorrência de crimes em aplicativos de navegação e mapas digitais. Também serão analisados o PDL 314/2020, que susta portaria sobre protocolo contra feminicídio, o PDL 1/2025 e outros em conjunto, que tratam do uso da força por profissionais de segurança pública, além do PL 839/2024, sobre penas para líderes de organizações criminosas. 

Mesa: 
presidente da CSP, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado (Saulo Cruz/Agência Senado)

Comissão de Segurança Pública (CSP) realiza reunião com 5 itens. Entre eles, o PL 1.169/2025, que dispõe sobre a identificação de áreas de alto risco de ocorrência de crimes em aplicativos de navegação e mapas digitais. Também serão analisados o PDL 314/2020, que susta portaria sobre protocolo contra feminicídio, o PDL 1/2025 e outros em conjunto, que tratam do uso da força por profissionais de segurança pública, além do PL 839/2024, sobre penas para líderes de organizações criminosas. Mesa: presidente da CSP, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado (Saulo Cruz/Agência Senado)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 22 de junho de 2026 às 21h01.

Última atualização em 22 de junho de 2026 às 21h04.

O senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ouviu de dirigentes empresariais críticas à sua proposta de suspender a implementação da reforma tributária caso seja eleito em outubro. Em resposta, o bolsonarista reafirmou as críticas à reforma, em especial às alíquotas dos novos impostos IBS e CBS, que, somadas, chegarão a 26% quando concluída a transição.

“Eu proponho, sim, uma nova reforma tributária nos moldes que nós (a oposição bolsonarista) propusemos (no Congresso, durante a tramitação do texto). Fizemos emenda para que o IVA ficasse na casa dos 20%, sem fazer tantas concessões”, disse Flávio Bolsonaro.

O pré-candidato disse que quer suspender a implementação do texto aprovado pelo Congresso em dezembro de 2023. “Quando eu falo sobre suspender a regulamentação da reforma tributária é para dar tempo de fazer uma reforma tributária negativa, com redução de carga tributária ao longo dos anos, com previsibilidade, com ajuste fiscal”, afirma. 

O pré-candidato discursou a uma plateia formada por empresários e dirigentes de entidades que representam segmentos da indústria, durante evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Também participaram do evento os presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Após a apresentação de Flávio, o ex-presidente da CNI e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no governo Dilma Armando Monteiro questionou a intenção de Flávio de suspender a reforma tributária e reabrir o debate sobre o sistema tributário do país. “Ainda que lamentando algumas concessões que foram feitas para garantir o trânsito político da proposta, os eixos principais foram preservados. Na visão da indústria, essa reforma apresenta ganhos indiscutíveis, inclusive simplificação, a transparência e a redução dos custos das empresas”, disse Monteiro.

“Durante a discussão da reforma no Congresso, votei contra. Não por ser contra uma reforma, mas por entender que ela trouxe e trará o maior imposto sobre o valor agregado do mundo, em torno de 30%, uma carga altíssima, em função das várias concessões que foram feitas”, respondeu Flávio.

Em seu discurso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao governo Lula. 

“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional. A todo momento tem um ou outro integrante daquela Corte querendo interferir no processo eleitoral, querendo escolher quem pode ser candidato e quem não pode”, afirmou. Ele criticou, por exemplo, que o STF, “com a canetada de um ministro”, deixe como governador interino o presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto de Castro, em vez de realizar eleições para um mandato tampão.

Críticas ao PT e ao STF

Flávio Bolsonaro foi aplaudido quando chamou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad de “Taxadd” e disse que o petista “foi o melhor presidente do Paraguai”, ironizando a instalação de empresas brasileiras no país vizinho.

Flávio ainda criticou a taxa de juros no país e disse que Lula governa para os bancos.

“O Brasil virou um país de correntistas (rentistas). Um governo que diz lutar pelos pobres, o governo Lula é amado pelos bancos. Estão muito felizes. Todo o mundo aqui tem dinheiro para investir. Vai tomar o risco de colocar num empreendimento e ampliar o seu negócio para ter uma margem de lucro próxima do que entrega hoje um CDB normal?”, disse.

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