Brasil

FGV: inflação pelo IPC-C1 sobe 0,80% em março

Índice de preços para a baixa renda já acumula alta de 2,53% no ano

Mercado central de Belo Horizonte: grupo Alimentação foi o que mais teve alta (Fernando Piancastelli/Guia Quatro Rodas)

Mercado central de Belo Horizonte: grupo Alimentação foi o que mais teve alta (Fernando Piancastelli/Guia Quatro Rodas)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de abril de 2011 às 09h15.

Rio de Janeiro - A inflação percebida pelas famílias de baixa renda voltou a acelerar em março. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. O indicador subiu 0,80% no mês passado, após mostrar variação de 0,32% em fevereiro. Com o resultado, o índice acumula alta de 2,53% no ano e de 6,16% em 12 meses.

A taxa do IPC-C1 em março ficou acima da inflação média apurada entre as famílias mais abastadas, com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR). Este indicador mostrou alta de 0,71% em março. A taxa de inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo IPC-C1 também foi maior que a apresentada para o mesmo período pelo IPC-BR, que subiu 5,86%.

Quatro das sete classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram uma alta em suas taxas de variação: Alimentação (0,05% para 1,51%), Vestuário (-0,20% para 0,75%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,11% para 0,48%) e Educação, Leitura e Recreação (0,25% para 0,48%). Contribuíram para estes movimentos os itens: hortaliças e legumes (3,05% para 7,78%), roupas (-0,39% para 1,00%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,09% para 0,43%) e excursão e tour (-4,11% para 0,58%), respectivamente.

No entanto, os grupos Transportes (0,89% para 0,13%), Despesas Diversas (2,02% para 0,05%) e Habitação (0,38% para 0,25%) apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. As influências partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (0,70% para 0,00%), cigarro (2,68% para 0,00%) e aluguel residencial (0,75% para 0,67%).

Acompanhe tudo sobre:PreçosInflaçãoClasse D

Mais de Brasil

Michelle 'não pode desistir no meio do caminho', diz Celina sobre disputa ao Senado no DF

Moraes nega pedido para que Javier Milei visite Jair Bolsonaro

Escassez de mão de obra qualificada custa R$ 335 bilhões ao Brasil, diz estudo

Em meio ao tarifaço, quem está na frente nas pesquisas para presidente?