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Ex-presidente do Rioprevidência é preso em ação da PF e da PRF

Deivis Marcon Antunes foi detido na 2ª fase da Operação Barco de Papel, que apura investimentos do fundo previdenciário fluminense no Banco Master

PF: Antunes estava fora do Brasil e desembarcou na manhã desta terça-feira no aeroporto de Guarulhos (Polícia Federal/Divulgação)

PF: Antunes estava fora do Brasil e desembarcou na manhã desta terça-feira no aeroporto de Guarulhos (Polícia Federal/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 14h09.

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira, 3, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A prisão ocorreu em Itatiaia, no Sul Fluminense.

Segundo informações preliminares, Antunes estava fora do Brasil e desembarcou na manhã desta terça-feira no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Após alugar um carro, seguia pela Via Dutra em direção ao Rio quando foi interceptado por agentes da PRF. Ele foi conduzido à delegacia da PF em Volta Redonda e permanecerá à disposição da Justiça.

A prisão foi determinada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro como parte da segunda fase da Operação Barco de Papel. A decisão teve como base o risco de ocultação de provas e de obstrução das investigações.

Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão. Outros dois alvos seguem foragidos, com identidades não confirmadas pela PF. Também estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Operação Barco de Papel

A primeira fase da operação foi deflagrada em 23 de janeiro e mirou diretores do Rioprevidência no âmbito das investigações sobre investimentos do fundo previdenciário fluminense no Banco Master. Na ocasião, Antunes estava em viagem aos Estados Unidos, segundo a Polícia Federal. Após a operação, ele renunciou ao cargo no mesmo dia, com exoneração publicada posteriormente pelo governo estadual.

Após a primeira fase, a PF identificou movimentações consideradas suspeitas no apartamento de Antunes, como a retirada de documentos, além de manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.

Na etapa inicial da operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio, com diligências na sede da autarquia, no Centro, e em imóveis localizados em Botafogo, Gávea e Urca, na Zona Sul. Foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, eletrônicos e documentos.

A investigação foi aberta em novembro de 2025 e apura nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Segundo a PF, as operações resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões do Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

A operação ocorre três meses após o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro apontar uma “notável coincidência” entre a mudança na cúpula do Rioprevidência e o início dos investimentos no banco.

 

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