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Estiagem longa no RJ pode deixar população sem água

De acordo com técnicos, medidas precisam ser tomadas em todas as cidades, principalmente no sudeste do estado

Seca também atinge o estado do Rio de Janeiro, onde a população corre o risco de ficar em água (Nacho Doce/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2014 às 16h14.

Rio de Janeiro - A falta de chuva na Região Sudeste reduziu o nível nos reservatórios de água e no Rio Paraíba do Sul. Conforme especialistas, o problema do Rio de Janeiro é tão grave como o do estado de São Paulo e também pode faltar água para a população fluminense.

Segundo eles, os níveis estão menores que o normal para a época e a Represa do Funil, em Itatiaia, sul fluminense, opera abaixo de 20%, quando o normal seria entre 70% e 80%.

De acordo com os técnicos, medidas precisam ser tomadas em todas as cidades, principalmente no sudeste do estado, onde há uma maior concentração de pessoas, consequentemente um consumo elevado de água.

Para o presidente da Agência de Meio Ambiente do município de Resende, Wilson Moura, o risco da falta de água no Rio de Janeiro é grande, inclusive com a possibilidasde de utilização das camadas mais profundas, com concentração maior de sedimentos, o que encarece o tratamento da água para consumo.

Mesmo com a previsão de chuva para os próximos dias, Moura teme que não seja suficiente. "Em consequência da estiagem, muitas de nossas nascentes secaram.

Pequenos córregos e cursos d'água estão desaparecendo, mas isso é reversível. Quando voltar a chover, provavelmente a situação se normalizará.

Entretanto, como o período de estiagem foi longo, os efeitos são sentidos em várias regiões. As chuvas precisariam ser prolongadas para que os níveis das represas fossem restabelecidos e tranquilizasse a população", observou.

Wilson Moura informou que a situação do Rio de Janeiro é pouco melhor que a de São Paulo, porque, segundo ele, o Rio tem algumas barragens e mais afluentes. "Estamos mais confortáveis que o pessoal de São Paulo, mas, se a chuva não vier rápido, isso não dura muito. Então, precisamos de ações para evitar um colapso no regime de captação, tratamento e distribuição", explicou.

Segundo Moura, o Rio Paraíba do Sul tem hoje aproximadamente 2 metros de profundidade, volume bem abaixo da vazão da época. Alertou para o risco da falta de água, assinalando que as pessoas precisam acreditar nessa possibilidade.

"A gente está muito preocupado com a situação, embora estejamos bem melhores que nossos vizinhos de São Paulo. O Rio Paraíba do Sul tem uma importância fundamental para o estado do Rio. Ele abastece quase 80% do Grande Rio. Daí, nossa preocupação com esse período prolongado de estiagem", acrescentou Moura.

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Rio de Janeiro - A falta de chuva na Região Sudeste reduziu o nível nos reservatórios de água e no Rio Paraíba do Sul. Conforme especialistas, o problema do Rio de Janeiro é tão grave como o do estado de São Paulo e também pode faltar água para a população fluminense.

Segundo eles, os níveis estão menores que o normal para a época e a Represa do Funil, em Itatiaia, sul fluminense, opera abaixo de 20%, quando o normal seria entre 70% e 80%.

De acordo com os técnicos, medidas precisam ser tomadas em todas as cidades, principalmente no sudeste do estado, onde há uma maior concentração de pessoas, consequentemente um consumo elevado de água.

Para o presidente da Agência de Meio Ambiente do município de Resende, Wilson Moura, o risco da falta de água no Rio de Janeiro é grande, inclusive com a possibilidasde de utilização das camadas mais profundas, com concentração maior de sedimentos, o que encarece o tratamento da água para consumo.

Mesmo com a previsão de chuva para os próximos dias, Moura teme que não seja suficiente. "Em consequência da estiagem, muitas de nossas nascentes secaram.

Pequenos córregos e cursos d'água estão desaparecendo, mas isso é reversível. Quando voltar a chover, provavelmente a situação se normalizará.

Entretanto, como o período de estiagem foi longo, os efeitos são sentidos em várias regiões. As chuvas precisariam ser prolongadas para que os níveis das represas fossem restabelecidos e tranquilizasse a população", observou.

Wilson Moura informou que a situação do Rio de Janeiro é pouco melhor que a de São Paulo, porque, segundo ele, o Rio tem algumas barragens e mais afluentes. "Estamos mais confortáveis que o pessoal de São Paulo, mas, se a chuva não vier rápido, isso não dura muito. Então, precisamos de ações para evitar um colapso no regime de captação, tratamento e distribuição", explicou.

Segundo Moura, o Rio Paraíba do Sul tem hoje aproximadamente 2 metros de profundidade, volume bem abaixo da vazão da época. Alertou para o risco da falta de água, assinalando que as pessoas precisam acreditar nessa possibilidade.

"A gente está muito preocupado com a situação, embora estejamos bem melhores que nossos vizinhos de São Paulo. O Rio Paraíba do Sul tem uma importância fundamental para o estado do Rio. Ele abastece quase 80% do Grande Rio. Daí, nossa preocupação com esse período prolongado de estiagem", acrescentou Moura.

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