Presidente Lula ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e do técnico da Seleção Brasileiro, Carlo Ancelotti (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
Repórter
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 15h54.
Última atualização em 26 de janeiro de 2026 às 16h02.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira, 26 de janeiro, os presidentes da Fifa, Gianni Infantino, e da CBF, Samir Xaud, no Palácio do Planalto. No encontro, eles trataram sobre a realização da Copa do Mundo Feminina.
Após a reunião, Infantino comentou as ações de boicote à Copa do Mundo Masculina, que surgiram como protestos após os Estados Unidos anunciarem restrições de entrada para torcedores de países como Irã, Haiti e Senegal.
As medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump motivaram reações na Europa, com ameaças de boicote por parte de torcedores. A crise diplomática se intensificou após declarações de Trump sobre a possível anexação da Groenlândia.
"Eu olho para o futuro sempre e o que é importante em eventos de futebol como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo Masculina ou a Feminina aqui no Brasil é que elas unem as pessoas", declarou Infantino à imprensa.
O presidente da Fifa também informou que a entidade já recebeu mais de 500 milhões de solicitações de ingressos para a próxima edição da Copa do Mundo Masculina.
A visita dos dirigentes ocorre poucos dias após o presidente Lula assinar uma Medida Provisória que regulamenta o uso de marcas, símbolos oficiais e os direitos de transmissão e mídia referentes à Copa do Mundo Feminina de 2027, prevista para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho.
Neste domingo, 25 de janeiro, a Fifa apresentou no Rio de Janeiro a identidade visual oficial da Copa do Mundo Feminina, que será realizada em 2027 no Brasil. O torneio contará com a participação de 32 seleções, distribuídas entre oito cidades-sede: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza.
Para essas localidades, a legislação aprovada estabelece zonas de restrição comercial e publicitária nas imediações dos estádios e nas áreas destinadas ao Fifa Fan Festival. A regra tem como objetivo impedir práticas de marketing de emboscada, quando marcas não patrocinadoras tentam associar sua imagem ao evento. Esse tipo de medida é comum em grandes eventos esportivos e culturais.
A escolha do Brasil como país-sede foi oficializada em maio de 2024, em Bangkok, na Tailândia. A candidatura nacional venceu a proposta conjunta de Bélgica, Alemanha e Holanda.
A Medida Provisória assinada por Lula na sexta-feira, 23, também determina que a proteção aos direitos de marketing não exclui a obrigatoriedade de cumprimento das normas nacionais vigentes — incluindo regras sanitárias, de defesa do consumidor e de proteção à criança e ao adolescente.
Sobre a cobertura do torneio, a Fifa assumiu o compromisso de liberar até 3% da duração das partidas para uso informativo por emissoras sem direitos de transmissão. A entidade continuará com a exclusividade sobre a geração das imagens e sons do campeonato.
A MP também prevê penalidades civis para o uso indevido de símbolos oficiais, exibições públicas com fins comerciais não autorizadas e comercialização irregular de ingressos. Esse conjunto de normas segue o padrão adotado em eventos anteriores sediados no Brasil, como a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
A Copa do Mundo está marcada para começar no dia 11 de junho, quinta-feira, e será encerrada no dia 19 de julho de 2026.