Brasil

Melhor que não fazer nada, diz Alckmin sobre cortes de Dilma

"É claro que essas mudanças são pequenas do ponto de vista econômico, mas é melhor do que não fazer nada, ajuda", disse o governador de SP


	Alckmin: "Esta crise é made in Brazil, made in governo federal, mande in PT", afirmou
 (Marcelo Camargo/ABr)

Alckmin: "Esta crise é made in Brazil, made in governo federal, mande in PT", afirmou (Marcelo Camargo/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de outubro de 2015 às 13h20.

São José da Bela Vista - O governador Geraldo Alckmin criticou a reforma ministerial e os cortes anunciados pela presidente Dilma Rousseff no governo federal. "É claro que essas mudanças são pequenas do ponto de vista econômico, mas é melhor do que não fazer nada, ajuda." Para ele, é preciso ter foco no crescimento, mas o que está faltando é confiança no governo. "Tem uma crise política que também atrapalha a crise econômica", completou.

Alckmin falou ainda que a crise não é mundial, mas brasileira. "Esta crise é made in Brazil, made in governo federal, mande in PT", afirmou. Segundo o governador, é necessário diminuir o tamanho do governo e procurar gastar menos com ministérios e secretarias. "Porém, o que precisa mesmo é a economia voltar a crescer, o país não pode ter mais um ano de PIB negativo".

Questionado se ele e o PSDB ainda apoiam o pedido de impeachment, Alckmin pediu um tempo. "Nós defendemos o cumprimento da Constituição, se os fatos comprovarem irregularidades ou crime, o impeachment é previsto na constituição brasileira. É preciso analisar mais à frente.

Protesto

As declarações do governador foram feitas neste sábado, 3, em São José da Bela Vista (SP), onde ele autorizou a construção de um Parque Ecológico no valor de R$ 1,8 milhão. Durante sua estadia na cidade, Alckmin foi alvo de um protesto dos professores da rede estadual.

Os docentes reclamam das mudanças nas escolas, com a separação dos alunos por faixa etária. Com faixas e cartazes, um grupo cerca de 20 professores também distribuiu panfletos no qual garantem que essas medidas não colaboram com o ensino.

Melhoria

Já o governador garantiu que a reorganização é para melhorar a qualidade do ensino. "O que nós queremos é o máximo possível de escolas com professor efetivo, porque com professor assim ela tem melhor desempenho".

Segundo ele, a ideia é separar as escolas por ciclo. "Não pode ter aluno de 6 anos com aluno de 16", exemplificou. "É para melhorar a qualidade da educação, esse é o foco da reorganização".

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilGovernadoresGeraldo AlckminAjuste fiscal

Mais de Brasil

Lula diz que 'não há justificativa' para tarifaço dos EUA

Flávio Bolsonaro anuncia plano de governo para mulheres com plataforma digital e IA própria

Nunes Marques defende ação antecipada das plataformas nas eleições de 2026

EUA queriam tarifa zero a setor automotivo e acesso a minerais críticos nas negociações com Brasil