DEM pode levar o maior número de capitais e fortalecer o Centrão

Partido deve ganhar em cinco capitais, entre elas, Rio de Janeiro e Salvador. Legendas associadas ao Centrão devem ter um bom desempenho neste ano

O DEM pode sair das eleições como o maior vencedor das eleições municipais de 2020. De acordo com monitoramento da Necton Corretora, o partido tem oito candidatos em capitais no topo das pesquisas, seguido do PSDB e pelo MDB, cada um com sete candidatos. Já o Partido Progressista (PP) desponta também com 5 candidatos em evidência. O levantamento considera até o terceiro colocado nas pesquisas.

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Entre as capitais que o DEM lidera a disputa estão Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Curitiba e Macapá – nesta última, as eleições foram adiadas em razão da crise de energia que já dura quase duas semanas. Por ora, as pesquisas apontam que Josiel, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também do partido, está na liderança com 26% das intenções de voto.

Em Salvador, o candidato que está à frente nas pesquisas é Bruno Reis (DEM), atual vice-prefeito, com 66% dos votos válidos, segundo pesquisa do Datafolha do sábado, 14, e é um dos cotados a vencer no primeiro turno nas capitais.

“Destacamos que, na região sul, há dois concorrentes do DEM que podem levar a prefeitura já no primeiro turno. São eles: Gean Loureiro, em Florianópolis; e Rafael Greca, em Curitiba”, publicou a corretora em um relatório na sexta-feira, 13 de novembro.

Número de candidatos por partido liderando nas capitais

 (arte/Exame)

Outro candidato do DEM que deve se destacar é Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. Favorito desde o início das pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital fluminense vai para o segundo turno com ampla vantagem em relação a Marcelo Crivella (Republicanos), atual chefe da capital.

Paes chega hoje com 40% das intenções de votos válidos contra 18% de Crivella, que se anteve no segundo lugar durante toda a campanha e chegou a 62% de rejeição, segundo Datafolha.

"Se existe um vencedor dos pleitos municipais é o "Centrão". Capitais importantes do país serão governadas por partidos como PSD, MDB, Podemos e, principalmente, o DEM. Isso abre caminho para uma candidatura presidencial competitiva desse espectro político”, diz Mauricio Moura, fundador do IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. “Além disso fortalece ainda mais lideranças desses partidos que são já protagonistas no âmbito nacional."

Na segunda passada, 9, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), almoçou com o apresentador de TV Luciano Huck, nome frequente para a disputa presidencial de 2022. Nos últimos meses, Huck tem estreitado sua relação com DEM e mantido conversas frequentes com Maia e o presidente nacional do DEM, ACM Neto, prefeito de Salvador. Maia era um dos que apoiavam lançar Huck em 2018.

PFL repaginado

A última vez que o DEM avançou forte sobre as capitais foi nas eleições de 1998, quando ainda se chamava PFL. A legenda havia perdido relevância nos anos PT, mas a eleição de Maia para a presidência da Câmara, que se posiciona em defesa de pautas econômicas liberais conjugada a uma agenda social, deu fôlego a atuação do Centrão.

Maia também tem atuado como antagonista do presidente Jair Bolsonaro nas polêmicas criadas pelo mandatário. As notas de repúdio do presidente na Câmara no Twitter são frequentes após uma nova fala explosiva do presidente. Na semana passada, Maia resumiu num tuíte as polêmicas do dia, entre elas, que o Brasil precisa deixar de ser um “país de maricas” e enfrentar a pandemia.

Depois de três mandatos seguidos, Maia deixa a presidência da Casa no final de janeiro de 2021.

Hoje o DEM tem três governadores (Mato Grosso, Góias e Tocantins), 28 deputados federais e 5 senadores. A legenda lançou mais de 33 mil candidatos em todo o país em 2020, sendo 1.158 postulantes a vaga de prefeitos.

 

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