Brasil

Defensoria alega imunidade e recorre de decisão que tornou Eduardo réu

A defensoria alega que as declarações de Eduardo foram feitas como parte do mandato de deputado e devem ser protegidas pela imunidade parlamentar

Eduardo Bolsonaro diz que está trabalhando pela pré-candidatura do irmão Flávio à Presidência da República (Agência Câmara/Agência Câmara)

Eduardo Bolsonaro diz que está trabalhando pela pré-candidatura do irmão Flávio à Presidência da República (Agência Câmara/Agência Câmara)

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 12h43.

A Defensoria Pública da União (DPU) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em nome do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), contra a decisão que aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou o parlamentar réu.

Na petição, a DPU sustenta que as declarações de Eduardo Bolsonaro, que embasaram a acusação e nas quais o deputado defendia sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, foram feitas no exercício do mandato e, por isso, estariam protegidas pela imunidade parlamentar.

No mês passado, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, receber a denúncia apresentada pela PGR por coação no curso do processo. Com a decisão, foi aberta uma ação penal, tornando Eduardo Bolsonaro réu no caso.

Como o deputado não apresentou advogado, sua defesa passou a ser feita pela DPU. Nesta quarta-feira, 17, o órgão protocolou embargos de declaração, tipo de recurso utilizado para apontar omissões, contradições ou obscuridades em decisões judiciais, com o objetivo de tentar reverter o resultado do julgamento.

A Defensoria afirma que os ministros não analisaram um ponto central da resposta à denúncia: o argumento de que as declarações do parlamentar estariam amparadas tanto pela imunidade parlamentar quanto pela liberdade de expressão.

"As manifestações descritas na denúncia foram proferidas publicamente, em entrevistas, redes sociais e plataformas digitais. Cuidam de temas políticos, como as relações entre Brasil e Estados Unidos, sanções econômicas, política externa, processos judiciais de repercussão nacional", afirma a DPU.

Para a Defensoria Pública da União, “criminalizar manifestações políticas sobre temas de interesse nacional, principalmente quando proferidas por um membro do Congresso Nacional, viola a liberdade de expressão e o pluralismo político”.

*Com informações do Globo

Acompanhe tudo sobre:Eduardo Bolsonaro

Mais de Brasil

Explosão abre cratera na rua da Consolação, em São Paulo

Câmara deve votar PEC da Segurança Pública nesta semana

Com quantos votos se elege um deputado? Entenda o quociente eleitoral

Ato contra governo federal e STF reuniu mais de 20 mil pessoas na Avenida Paulista, aponta USP