Brasil

Eleições 2018: Taxa de brancos e nulos no Datafolha atinge nível inédito

Índice de votos brancos e nulos atinge 21%, patamar inédito em pesquisas eleitorais a seis meses do pleito

Além do elevado número de votos brancos e nulos, candidatos não crescem e a maioria não cita o nome dos presidenciáveis (Reprodução/Agência Brasil)

Além do elevado número de votos brancos e nulos, candidatos não crescem e a maioria não cita o nome dos presidenciáveis (Reprodução/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 15 de abril de 2018 às 10h26.

Última atualização em 15 de abril de 2018 às 12h19.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Os diretores do Instituto Datafolha, Mauro Paulino e Alessandro Janoni, dizem que a mais recente pesquisa desse instituto, divulgada na madrugada deste domingo, 15, revela que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu em quatro pontos porcentuais as menções espontâneas ao petista - quando não é mostrado os nomes dos candidatos - em relação à pesquisa de janeiro.

Contudo, o que chamou mais atenção dos diretores na pesquisa espontânea foi o elevado índice de votos brancos e nulos: 21%. "Um patamar inédito em pesquisas eleitorais a seis meses do pleito", avaliam. Além disso, os demais candidatos não crescem e a maioria dos entrevistados não cita o nome dos presidenciáveis.

Paulino e Janoni informam que essa tendência se repete nas intenções de voto estimuladas, com a apresentação dos candidatos. "Os brancos e nulos, sem Lula na disputa, são mais citados do que os líderes Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede)."

A mais recente pesquisa Datafolha, que foi feita entre quarta, 11, e sexta-feira, 13, teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.

Acompanhe tudo sobre:Luiz Inácio Lula da SilvaDatafolhaEleições 2018

Mais de Brasil

Dino pede vista: entenda os próximos passos no julgamento do STF

STF encerra sessão sem determinar como casos de Moraes e Mendonça serão julgados

Cármen Lúcia vota para julgar Moraes e Mendonça separadamente; placar fica 4 a 3

Moraes, Dino e Zanin divergem de Fachin e defendem julgamento conjunto de casos envolvendo ministros