Brasil

Dallagnol: Chegada de corruptos ao poder gera mais corrupção

Para o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, a corrupção descoberta na Petrobras é apenas a "ponta de gigantesco iceberg"

Deltan: "a corrupção acaba alavancando a permanência dos corruptos no poder", disse (Wilson Dias/Agência Brasil)

Deltan: "a corrupção acaba alavancando a permanência dos corruptos no poder", disse (Wilson Dias/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de outubro de 2017 às 10h50.

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou nesta terça-feira, 24, durante o Fórum Estadão Operação Mãos Limpas & Lava Jato, que "é preciso ir além da Lava Jato". Deltan é coordenador da força-tarefa da operação. "Nós somos limitados", alertou.

Deltan apontou para um "círculo vicioso". "A corrupção acaba alavancando a permanência dos corruptos no poder", disse. "A chegada de corruptos ao poder gera mais corrupção."

Para o procurador, a corrupção descoberta na Petrobras é apenas a "ponta de gigantesco iceberg". Também participam do encontro o juiz federal Sérgio Moro, figura maior da Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa que descobriu o escândalo de corrupção na Petrobrás, e o magistrado Gherardo Colombo, também das Mãos Limpas.

O evento é uma associação entre o jornal O Estado de S. Paulo e o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP). O painel, reservado para convidados, será mediado pela jornalista Eliane Cantanhêde, colunista do Estado, e pela economista Maria Cristina Pinotti, do CDPP. Terá ainda a participação do diretor de Jornalismo do Estado, João Caminoto, e do economista Affonso Celso Pastore, do CDPP.

Acompanhe tudo sobre:PetrobrasCorrupçãoOperação Lava JatoSergio Moro

Mais de Brasil

STF valida aumento de pena por crimes contra a honra de agentes públicos

Como funciona a correção da redação do Enem? Debates nas redes acendem alerta para mudança de regras

Kassab filia seis dos oito deputados estaduais do PSDB em São Paulo

Deputado apresenta projeto para proibir redes sociais a menores de 16 anos