Atirador enviou documento a familiares, que acionaram as autoridades (Reprodução/Truth Social)
Redação Exame
Publicado em 26 de abril de 2026 às 17h56.
Familiares de Cole Tomas Allen acionaram a polícia minutos antes da tentativa de ataque durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, no sábado, 25, após receberem um manifesto em que ele deixava claro que queria atingir autoridades do governo de Donald Trump.
Segundo informações divulgadas pela Casa Branca à Fox News, o irmão de Allen entrou em contato com o Departamento de Polícia de New London, em Connecticut, logo após receber o documento, alertando sobre o risco iminente.
Atentado contra Trump: tiros em jantar na Casa Branca, quem é o suspeito e o que se sabeDe acordo com a Casa Branca, o conteúdo enviado por Allen aos familiares apontava claramente a intenção era atacar autoridades ligadas à administração Trump.
Neste domingo, 26, Trump comentou o caso em entrevista à emissora televisiva e afirmou que gostaria de ter sido informado antes sobre a situação.
"Ouvi falar sobre a situação em New London e gostaria que tivessem nos informado um pouco antes, mas é o que é. Tínhamos um ótimo grupo de pessoas lá na noite passada. Eles foram fortes, e o Serviço Secreto foi excepcional. Eles o impediram imediatamente", disse.
O suspeito foi contido ainda no ponto de triagem, sem conseguir acessar o salão principal.
O presidente também classificou Allen como "um cara muito problemático".
A irmã do suspeito, Avriana Allen, foi entrevistada pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos e pela polícia do Condado de Montgomery, em Maryland.
Segundo o depoimento, Cole vinha fazendo declarações cada vez mais radicais e frequentemente falava em fazer "alguma coisa" para resolver problemas no mundo.
Ela afirmou que o irmão costumava apresentar discursos extremos e que sua retórica indicava a intenção de agir.
Lula repudia ataque a Trump: 'Violência é afronta aos valores democráticos'Avriana também relatou que Allen havia comprado duas pistolas e uma espingarda na CAP Tactical Firearms e mantinha as armas na casa dos pais, sem que eles soubessem.
Segundo ela, o suspeito frequentava regularmente um estande de tiro para treinar com o armamento.
Além disso, ele participava de um grupo chamado "The Wide Awakes" e já havia comparecido a um protesto anti-Trump chamado "No Kings", realizado na Califórnia.