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Cunha diz que vai recorrer sobre o afastamento

Cunha permanecerá na residência oficial até o julgamento de outra ação no STF, marcado para a tarde de hoje


	Cunha: o presidente afastado da Câmara permanecerá na residência oficial até o julgamento de outra ação no STF, marcado para a tarde de hoje
 (REUTERS/Ueslei Marcelino)

Cunha: o presidente afastado da Câmara permanecerá na residência oficial até o julgamento de outra ação no STF, marcado para a tarde de hoje (REUTERS/Ueslei Marcelino)

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Da Redação

Publicado em 5 de maio de 2016 às 10h10.

Brasília - O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato suspenso na manhã de hoje (5) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, está reunido com seus advogados e com deputados na residência oficial da presidência da Câmara e disse que vai apresentar recurso da decisão.

Cunha está com o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e Benjamin Maranhão (SD-PB).

De acordo com sua assessoria, Cunha permanecerá na residência oficial até o julgamento de outra ação no STF, marcado para a tarde de hoje, quando os ministros julgam ação aberta pelo partido Rede, que também pediu à Corte o afastamento de Cunha da presidência da Câmara com base no argumento de que ele não poderia estar na linha de sucessão presidencial, uma vez que é réu na Justiça.

Cunha foi notificado por volta das 7:30 da manhã da decisão do ministro Teori Zavascki, que deferiu uma liminar determinando a suspensão do mandato de Cunha em atendimento a um outro pedido de afastamento do parlamentar, que havia sido feito em dezembro pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Janot argumentou em seu pedido que Cunha se valia do cargo de presidente da Câmara para constranger deputados e atrapalhar o processo de cassação de seu mandato, em tramitação no Conselho de Ética da Casa.

A segurança foi reforçada em frente à residência oficial de Cunha, onde se aglomera uma grande quantidade de jornalistas e começam a chegar manifestantes contrários à Cunha.

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