Brasil

Cumpri ofício até último instante, diz ex-presidente da Apex

Alex Carreiro não aceitou a demissão e deu expediente normalmente ontem, até ser comunicado por Bolsonaro de sua exoneração

Alex Carreiro: ex-presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos foi demitido ontem por Bolsonaro (Arquivo Pessoal/Divulgação)

Alex Carreiro: ex-presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos foi demitido ontem por Bolsonaro (Arquivo Pessoal/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 11 de janeiro de 2019 às 17h49.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Demitido ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) Alex Carreiro publicou em seu perfil no Twitter uma mensagem agradecendo à oportunidade e salientando que cumpriu "até o último instante" suas funções no cargo.

"Recebi do excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro, a honrosa missão de presidir a Apex-Brasil, ofício que cumpri até o último instante, sem abandonar meu posto", escreveu Carreiro. "Agradeço também aos excelentes funcionários da Apex-Brasil o convívio profícuo e aproveito para cumprimentar a nova diretoria e desejar-lhe sorte."

https://twitter.com/alexcarreirodf/status/1083793269899829248

Em seu texto, Carreiro ignorou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que havia publicado, um dia antes, na mesma rede social, uma mensagem dando conta de que o próprio Carreiro havia pedido demissão. Carreiro não aceitou a demissão e deu expediente normalmente ontem, até ser comunicado por Bolsonaro de sua exoneração.

Carreiro é a primeira baixa da gestão Bolsonaro, que anunciou ontem o nome do embaixador Mario Vilalva para o cargo. Sua exoneração ocorreu em meio a pressão de dirigentes da agência, descontentes com as demissões assinadas por ele em menos de uma semana no cargo.

Acompanhe tudo sobre:ItamaratyApex

Mais de Brasil

Análise: Crise no STF não lota as ruas, mas ocupará campanhas de Lula e Flávio

Quaest: Lula lidera entre quem teve ganho de renda, Flávio entre quem perdeu poder de compra

Quaest: Reprovação a Lula piora no Nordeste e chega a 50% no país

Quaest: entre jovens, medo de Lula supera o de Bolsonaro — entre idosos, é o contrário