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Ferramentas de IA permitem descrever funcionalidades em linguagem natural e transformá-las em aplicações de software (ponsulak/Thinkstock)
Redação Exame
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 05h01.
Criar um aplicativo costuma exigir conhecimento de programação, compreensão de diferentes tecnologias e tempo para transformar uma ideia em código funcional. A Replit quer reduzir parte dessa barreira com uma nova experiência baseada em inteligência artificial.
A proposta chamou a atenção do mercado após Amjad Masad, cofundador e CEO da empresa, afirmar que os usuários teriam, pela primeira vez, acesso a uma experiência para criar aplicativos, agentes e outros tipos de software no Free Mode. As infomações foram publicadas pela OpenAI.
Por trás da novidade está o uso do GPT-5.6 Luna dentro da plataforma: a tecnologia permite que o usuário descreva uma ideia em linguagem natural e receba auxílio para desenvolvê-la sem precisar começar escrevendo código manualmente.
A mudança está na distância entre explicar o que se deseja e executar a tarefa, agora o usuário pode descrever o projeto, suas funcionalidades e o resultado esperado.
A Replit afirma que seu Agent consegue compreender o contexto de um projeto e auxiliar em etapas como planejamento, concepção, desenvolvimento e otimização. A ferramenta também pode oferecer sugestões, feedback e análises durante o processo.
Um exemplo do comando que pode ser feito:
“Crie um aplicativo para controlar despesas mensais, com categorias de gastos, campo para inserir valores e um resumo do total gasto”.
A partir daí, a IA pode ajudar a estruturar a aplicação e transformar a descrição em software funcional. O usuário ainda precisa avaliar o resultado, corrigir problemas e definir o que deve ser alterado.
Para programadores, a novidade pode deslocar parte do trabalho. Tarefas repetitivas, protótipos e primeiras versões de funcionalidades podem ser produzidos a partir de instruções, deixando o profissional concentrado em decisões de arquitetura, segurança, desempenho e requisitos mais complexos.
Há também um ganho para quem já programa, mas precisa experimentar rapidamente uma ideia. Um protótipo que antes exigiria horas de configuração pode ser construído e modificado por meio de uma sequência de comandos.
A barreira de entrada também diminui para quem tem uma ideia de negócio, mas não domina programação. Um empreendedor pode testar uma solução, criar um protótipo e avaliar sua utilidade antes de contratar uma equipe para desenvolver uma versão mais robusta.
A própria OpenAI aponta essa possibilidade ao apresentar a parceria com a Replit como parte de uma visão na qual mais pessoas possam transformar ideias em produtos de software.
O Free Mode anunciado pela Replit amplia ainda mais essa proposta. Segundo a empresa, a modalidade permite explorar e desenvolver ideias sem consumir a cota de uso, enquanto tarefas que exigem maior capacidade de raciocínio podem ser encaminhadas a outro modelo, preservando o contexto do projeto.
A consequência mais relevante pode estar justamente no primeiro passo: experimentar uma ideia ficou mais acessível. Para empresas, desenvolvedores e pessoas sem formação técnica, a IA passa a funcionar como uma interface entre aquilo que alguém sabe descrever e aquilo que consegue construir.