Comissão de Ética Pública vai acompanhar uso de redes sociais

"O uso das redes sociais tem sido um problema mundial", disse Paulo Henrique dos Santos Lucon, da Comissão de Ética Pública (CEP)

Ao assumir o comando da Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República, Paulo Henrique dos Santos Lucon, afirmou hoje (12) que entre as prioridades está o uso das redes sociais sob o ponto de vista ético. Segundo ele, a disseminação de notícias falsas, as fake news, é uma preocupação.

"O uso das redes sociais tem sido um problema mundial", disse. "Vocês estão lembrados da questão da fake news, que foi tratada durante a campanha eleitoral. Isso teve um desdobramento, e nós precisamos analisar e construir um entendimento conjunto de como essas questões deverão ser analisadas prospectivamente", acrescentou.

Lucon afirmou que não há uma regulamentação específica para a conduta ética nas redes sociais por autoridades do governo federal. "Estamos discutindo alguns pontos. Evidentemente que isso demanda um trabalho intenso. Precisamos abrir essas sugestões e elaborar essas novas regras."

Em agosto de 2018, no esforço de combater as fake news sobre saúde, o Ministério da Saúde lançou um canal de comunicação direto com a população.

Ministério da Saúde lança serviço de combate à s notícias falsas. O canal no WhatsApp possibilitará que a população consulte se a notícia que recebeu nas redes sociais é verdadeira ou falsa. - Valter Campanato/Agência Brasil

Atribuições

A comissão é responsável pela apuração, mediante denúncia ou de ofício, de condutas de ocupantes de cargos da alta administração do Poder Executivo. Em caso de infração ética, pode ser aplicada advertência e recomendada até a exoneração

A recomendação é feita ao presidente da República, a quem cabe decidir se acolhe a sugestão. A censura ética é uma espécie de reprimenda da administração pública que fica marcada no currículo do funcionário.

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