Final da primeira semana de julho terá tempo frio e chance de neve
Colaboradora
Publicado em 2 de julho de 2026 às 13h28.
O tempo no Brasil vai mudar a partir desta sexta-feira (3), puxado por uma frente fria que ganha força com a formação de um ciclone extratropical no oceano, próximo à divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Esse sistema funciona como um "motor" que organiza a frente fria e abre caminho para o avanço de uma massa de ar polar sobre o país.
Antes da chegada do frio mais intenso, porém, a Região Sul ainda enfrenta nesta quinta-feira (2) um dia de temporais, com chuva volumosa, raios, granizo e rajadas de vento que podem superar 80 km/h, especialmente no centro-norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul e sudoeste do Paraná.
Em alguns pontos, a chuva pode passar de 100 milímetros ao longo do dia.
À medida que a frente fria se afasta, entra em cena a massa de ar polar, responsável por derrubar termômetros também em São Paulo e no Rio de Janeiro a partir de sexta.
É esse combo de ciclone no oceano, frente fria e ar polar que explica a queda brusca de temperatura, o risco de geada e até uma pequena chance de neve nas áreas mais altas do Sul.
Entenda como o final dessa semana deve terminar em todas as regiões do país.
Nesta quinta, o destaque é o temporal, com ventos fortes, granizo e volumes de chuva acima de 60 mm em uma hora em algumas cidades.
No litoral gaúcho e catarinense, rajadas podem chegar a 60 km/h, com mar agitado.
Na sexta, a chuva perde força ao longo do dia, restando pancadas isoladas no litoral de Santa Catarina e do Paraná.
No fim de semana, o frio se instala: são esperadas marcas abaixo de 0°C em áreas do Rio Grande do Sul e da Serra Catarinense, com formação de geada.
O frio mais intenso segue no sábado (4), principalmente de madrugada e no início da manhã, sobretudo nos planaltos, serras e no interior dos dois estados.
No sudeste, o tempo segue firme na quinta-feira, com sol e temperaturas altas à tarde. As máximas podem chegar a 32°C no oeste paulista e em áreas do Rio de Janeiro.
No sul de Minas Gerais, porém, o amanhecer já é frio, com mínimas entre 8°C e 10°C.
A virada vem na sexta, com a passagem da frente fria perto do litoral e a chegada do ar polar: aumento de nuvens e chuva fraca e isolada no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro.
Em São Paulo, a temperatura despenca, com máximas entre 14°C e 16°C no centro-leste do estado.
No Rio de Janeiro, a máxima fica perto de 23°C. Minas Gerais e Espírito Santo seguem com tempo mais firme, mas também sentem a queda de temperatura, principalmente à noite e de madrugada.
O ar polar chega ao oeste e ao sul de Mato Grosso e a áreas de Mato Grosso do Sul, com resfriamento mais perceptível na sexta e mínimas entre 7°C e 9°C nas áreas mais frias.
Ainda assim, as tardes continuam quentes, com máximas de até 34°C a 36°C no norte de Mato Grosso. A umidade baixa, entre 20% e 30% nas horas mais quentes, mantém o alerta para risco de queimadas na região.
O interior segue com tempo firme e seco nesta quinta e na sexta. A faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e a Bahia pode ter chuva fraca, rápida e isolada.
No Sertão, a umidade cai para entre 20% e 30%, com máximas de 34°C a 36°C, principalmente no interior do Piauí.
As temperaturas mais baixas, entre 11°C e 13°C, ficam por conta do centro-sul da Bahia.
As pancadas de chuva se concentram no oeste e norte do Amazonas, em Roraima, no Amapá, na Ilha do Marajó e no norte do Pará, além de chuva localizada no oeste do Acre à tarde.
Algumas pancadas vêm com raios e rajadas de vento. Na sexta, a chuva mais forte fica concentrada no norte do Amazonas.
Já Tocantins, Rondônia e o sul do Pará seguem com tempo firme e seco, com máximas entre 35°C e 38°C e umidade podendo cair a 20% nas horas mais quentes.
Quando o frio avança, especialmente na região sul, é esperado que aumente as chances de nevar no local. Neste final de semana, no entanto, a probabilidade é baixa.
Na verdade, a combinação entre o avanço da massa de ar polar e a umidade que ainda circula pela região após a passagem da frente fria abre uma pequena (mas não impossível) possibilidade de neve nas regiões mais altas da serra gaúcha e da Serra Catarinense.
Isso porque a neve depende de um equilíbrio delicado: é preciso frio intenso e, ao mesmo tempo, umidade suficiente no ar exatamente no momento em que as temperaturas despencam.
Se o ar estiver frio demais mas seco, ou se a umidade chegar antes ou depois do pico de frio, a neve não se forma, e o mais comum, nesses episódios, é a geada, que já tem previsão confirmada entre os dois estados.
Se ocorrer, a neve deve ficar restrita às áreas de maior altitude, sem grande volume, e concentrada entre a passagem da frente fria na sexta-feira (3) e o frio mais intenso do sábado (4), período em que as temperaturas mais baixas do evento são esperadas nos planaltos e serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.