Brasil tem década sombria, diz capa da Economist

Publicação traz novamente o Cristo Redentor na capa. Monumento foi capa da publicação em 2009, 2013 e 2016

A prestigiada revista britânica The Economist traz, na edição desta semana, uma edição especial sobre o Brasil, com o Cristo Redentor na capa. A reportagem especial que acompanha a matéria é intitulada "A década sombria do Brasil" e foca na condução política do país nos últimos anos. Desmembrada em cinco reportagens "O capitão e seu país", "Um sonho adiado", "Caminhando para trás", "A necessidade de reformas" e "Árvores de dinheiro", alguns dos assuntos centrais envolvem a condução de políticas relacionadas ao meio ambiente, apoio do Exército ao governo atual, aos resultados desastrosos da Operação Lava-Jato para o governo atual e à condução da pandemia no país.

O especial termina a mensagem de "Hora de ir,", mesmo título usado em 2016, no governo de Dilma Rousseff. A publicação também aborda a dificuldade da política brasileira em encontrar um candidato de centro e menciona o ex-presidente Lula, afirmando que a condução de sua campanha no próximo ano terá de ser divulgada com um tom de mostrar o que há de novo para o Brasil daqui para frente, e não de "saudades" em relação aos mandatos anteriores.

A reforma da "velha política" é abordada na publicação, que afirma: “Reformas profundas podem incluir distritos menores, regras de financiamento de campanha mais rígidas e admissão de candidatos independentes. Mas nada disso parece provável".

Migrando do aspecto político para o econômico, a revista menciona algumas dificuldades encontradas no país: o favorecimento fiscal para as indústrias e para funcionários públicos, além das leis tributárias do país, são colocados como obstáculos para o avanço nos próximos anos.

Ainda no aspecto econômico, a revista defende que a situação atual do país é fruto de uma conjuntura que abrange a falta de investimentos em infraestrutura nos governos petistas, seguida pela condução do governo Dilma. Ainda assim, nem tudo está perdido: a alta das commodities e da agricultura podem trazer um certo vislumbre de esperança para o futuro.

Essa não é a primeira vez que a The Economist estampa o Cristo Redentor em sua capa, mas sim a quarta vez. O Brasil já foi assunto principal, anteriormente, em 2009, 2013 e 2016. Enquanto na primeira edição o tom era bastante positivo, de que o Brasil estava "decolando", em 2013 o mote foi de que o pais havia "estragado tudo" e, em seguida, o título foi "Traição", relacionado à queda da ex-presidente Dilma Rousseff.

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